sábado, 17 de novembro de 2007
Violência e Psicanálise
Temos acompanhado estarrecidos a violência cada vez maior à nossa volta.
Requintes de crueldade bestiais, culminando quase sempre com a morte das vítimas indefesas.
Essa mesma banalização da morte, onde queimar corpos, dizimar famílias, o uso de armas de fogo sofisticadas, a disseminação da droga, choca-nos profundamente.
Mais recentemente, a criança de seis anos, que morreu arrastada pelo carro roubado por marginais, presa ao cinto de segurança.
Não há palavras que cubram ou possam explicar tais ações. Diante desse "real" dos fatos, resta-nos apenas um absurdo inexplicável, que está totalmente fora da lógica que aprendemos como social.
Escrever sobre o assunto aqui, nesse gigantesco laço social que é a Internet, é um desejo de compartilhar com os amigos a busca de um sentido qualquer para o que ora vivenciamos.
Vamos passo a passo:
-Desde criancinhas, já temos presentes pulsões sexuais circulando por nossos corpos. A busca de satisfação dessas pulsões é constante, a obtenção do prazer, não importa por que meios.
-Estruturalmente, instaura-se uma lei simbolica para nós, que a psicanálise denomina Nome-do-Pai, lei esta, que vem interditar a obtenção desse prazer maior, tornando-nos aptos a circular no que acima denominei de social.
-Circular nesse social, quer dizer, fazer uso da palavra, pertencer a um discurso que possa nomear nossos desejos outros, já que a satisfação completa, fica para sempre perdida a partir da interdição, da lei.
-É a partir daí, que se faz possível conviver, trabalhar, amar, enfim, organizar os grupos sociais de uma forma "aceitável".
-O não comprometimento com essa lei, o Nome-do-Pai, implica na psicose. A saber, são os sujeitos que se situam fora de um discurso. Para eles, não houve a interdição, não houve o corte fundamental que os introduzisse nos tais laços sociais.
-Não precisa ser necessariamente o próprio pai do sujeito, a figura a vir instaurar essa lei. Basta apenas que seja alguém evocado pela figura da mãe, um nome suficientemente forte e capaz de se interpor à obtenção do prazer maior.
-Esse Nome-do-Pai é continuamente simbolizado na sociedade, através da figura de dirigentes, juízes, autoridades em geral. Eles estão sempre presentes, lembrando-nos que há barreiras, há proibições, há interdições, há coisas que não podemos fazer.
O que temos observado porém, é que essas figuras têm sido falhas, ausentes, não suficientemente fortes para fazer valer os contornos dos limites permitidos.
O PAI biológico não tem podido estar presente à criação de seus filhos. Por motivos sociais inúmeros, que não nos cabe aqui ressaltar.
A nação tem estado à deriva, sem um PAI, sem a LEI.
Os partidos políticos representariam ao povo, o PAI acessível, o PAI interlocutor, dividindo a célula grande (o país) em pequenas células (os partidários eleitores).E lá, numa instância maior, fariam se representar em nossas reinvindicações e desejos, em suma, em nosso bem estar e seguranças.
O que vivenciamos ultimamente não está apenas aquém disso, mas sim, estamos absolutamente abandonados à própria sorte (violência, miséria, etcs).Falta-nos esse PAI, falta-nos a proteção, a credibilidade, e o pior, a própria figura de um chefe/imagem identificatória de cidadania e respeito. A horda vai se formando de SEM LEI, SEM TERRA, SEM TUDO, e se avoluma.
Uma grande psicanalista francesa, Collete Soller, já se referiu ao termo: "UMA MASSA ESQUIZOFRENIZADA".Nossa indignação e o não entendimento, provêm certamente do que me referi acima: tentamos entender no registro simbólico (fomos submetidos à lei), dentro de um discurso outro, totalmente incompreensível a "bestas" enfurecidas.
Estamos impotentes, simplesmente porque o famoso olho-por-olho ou dente-por-dente não cabe no nosso discurso socializado.
segunda-feira, 12 de julho de 2010
Nem Freud explica: Psicanalistas divergem sobre o caso Bruno
Profissionais ouvidos pela reportagem do iG tentam explicar frieza do goleiro Bruno que, mesmo detido, pensava na Copa de 2014
Valmir Moratelli, iG Rio de Janeiro | 09/07/2010 15:11
* Mudar o tamanho da letra:
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* A-
Em conversa informal gravada pela TV Globo, na noite desta quarta-feira (7), Bruno lamentou por achar que estará fora da Copa do Mundo de 2014, a ser realizada no Brasil. A conversa com o amigo Luiz Henrique Romão, conhecido como Macarrão, foi gravada na Polinter do Andaraí, no Rio. “Agora eu acho que as coisas ficaram mais difíceis. No Brasil, se eu tinha a esperança de disputar a Copa de 2014, acabou. Isso sou eu falando”, disse ele, parecendo estar alheio às acusações de ser o mandante do assassinato de Eliza Samudio.
Foto: Gazeta Press
Bruno descansa durante sessão de treinamentos do Flamengo no dia 27 de junho deste ano, dias antes de ser afastado pelo clube
A pedido da reportagem do iG, psicanalistas analisaram a situação para tentar entender a aparente frieza com que Bruno parece lidar com o crime que chocou o Brasil. É importante ressaltar que, aos olhos da Justiça, até o momento, Bruno é apenas suspeito de participação em um crime. A polícia no Rio concluiu o inquérito sobre o desaparecimento de Eliza, mas a de Minas Gerais ainda não encerrou o seu. Por isso, ainda não há um processo na Justiça.
Ainda que ressalte que só analisa o goleiro através de situações que a mídia traz à tona, o psiquiatra e psicanalista Luiz Alberto Py afirma que ele se enquadra em um típico quadro de psicopatia. “Na frase em que fala sobre Copa do Mundo, é uma clara demonstração de que estava apenas preocupado com o problema dele. Há uma mulher morta, que seria sua ex, ele sendo acusado... E ele tem a cara de pau de dizer isso? E a frase anterior (dita dias antes), de que torce para que ela apareça? É um típico caso de psicopatia. Todos são iguais, achando que está tudo bem”, diz.
O psicanalista explica que o psicopata usa valores próprios para argumentar suas ações. O que, para o meio médico, é considerado “loucura moral”. Segundo ele, essas pessoas não são loucas clinicamente, mas fazem coisas em nome do bem estar pessoal. “Ele não usa valores da sociedade, mas valores pessoais que considera normais, na linha ‘que se dane o resto’”, explica Py. Segundo ele, Bruno parece não se importar com a situação. “A pessoa, com tal característica mental, nesta situação não sofre. O sofrimento dele é ser pego. Enquanto não é pego, não perde o sono, não tem insônia, não tem pesadelo”, diz.
Cinismo como parâmetro
Francisco Daudt não se assusta com o fato de Bruno ficar preocupado com a participação na Copa de 2014, mesmo estando numa delegacia, acusado de um crime. “Se um cara desses aparentasse arrependimento ou estado horrorizado, eu ficaria mais preocupado com sua saúde mental. Seria uma grande quantidade de cinismo. Me soa mais razoável que ele se mantenha equilibrado”, afirma Daudt. Para o psicanalista, esta relativa normalidade que Bruno tenta passar tem a ver com a sua formação. “O sujeito é treinado em outra realidade desde criança. Quando adulto, ele pode argumentar dizendo que, de onde vem, isso é normal se resolver assim”, continua ele, autor de livros como “O Amor Companheiro”, entre outros.
Mas Daudt faz um alerta. “Bruno quer nos passar na conversa, porque ele quer safar sua pele. Qualquer coisa que ele faça é para isso, a prerrogativa do prisioneiro é tentar escapar. Não acho nada de extraordinário ele bancar a naturalidade. Na cabeça dele, assim vai mostrar que está tudo sob controle, que não é culpado de nada”, diz.
Outro psicanalista, Alberto Goldin também encara a possibilidade de Bruno no envolvimento do sumiço de Eliza como sendo um crime de questão social. “É muito mais um crime com fundamento social do que psicológico, por isso não vejo como quadro psicótico. No caso psicológico, a questão passa por um pré-julgamento da consciência dele. No caso social, ele resolve o problema como se fosse numa favela”, compara.
Mente sem cura
Tanto Goldin quanto Luiz Alberto Py convergem em opiniões ao afirmar que um quadro como este é de difícil resolução. Para Alberto Goldin, não há cura. “Não há como tratar uma mente com uma formação cultural dessa característica. É um problema irresponsável, primário, é obvio que ele faz podendo até pensar nas conseqüências, mas isso não é determinante para que ele evite cometer”, diz.
Já Luiz Alberto Py encara a cadeia como única saída, para casos como este. “É difícil manter o controle, só com forte ameaça. Quando pessoas assim se sentem correndo o risco é que param. Por isso que existe cadeia, para segurar pessoas que não têm condições morais de viver junto com outros”, afirma.
Outros envolvidos
Segundo depoimentos já informados pela própria polícia, há pelo menos outros sete envolvidos no sumiço de Eliza Samudio. Para Daudt, o fato de haver vários integrantes no crime só reforça sua tese. “Pelo que entendi, ele não teria feito isso sozinho, mas com um grupo de pessoas. É uma coisa meio faroeste, justiça com as próprias mãos. É aquela coisa de um líder mandar e os outros obedecerem, por terem uma cultura não civilizada. Por serem todos do mesmo meio”, afirma.
É o que Goldin classifica como “solidariedade”. “Isso é forte quando se tem um caso de questão social. Se tem outros envolvidos, é a questão da solidariedade entre amigos em torno dele que prevalece. Infelizmente dessa forma tão brutal. Penso que uma pessoa com um pouco mais de instrução saberia da responsabilidade que estava assumindo”, diz o psicanalista.
*
Profissionais ouvidos pela reportagem do iG tentam explicar frieza do goleiro Bruno que, mesmo detido, pensava na Copa de 2014
Valmir Moratelli, iG Rio de Janeiro | 09/07/2010 15:11
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Em conversa informal gravada pela TV Globo, na noite desta quarta-feira (7), Bruno lamentou por achar que estará fora da Copa do Mundo de 2014, a ser realizada no Brasil. A conversa com o amigo Luiz Henrique Romão, conhecido como Macarrão, foi gravada na Polinter do Andaraí, no Rio. “Agora eu acho que as coisas ficaram mais difíceis. No Brasil, se eu tinha a esperança de disputar a Copa de 2014, acabou. Isso sou eu falando”, disse ele, parecendo estar alheio às acusações de ser o mandante do assassinato de Eliza Samudio.
Foto: Gazeta Press
Bruno descansa durante sessão de treinamentos do Flamengo no dia 27 de junho deste ano, dias antes de ser afastado pelo clube
A pedido da reportagem do iG, psicanalistas analisaram a situação para tentar entender a aparente frieza com que Bruno parece lidar com o crime que chocou o Brasil. É importante ressaltar que, aos olhos da Justiça, até o momento, Bruno é apenas suspeito de participação em um crime. A polícia no Rio concluiu o inquérito sobre o desaparecimento de Eliza, mas a de Minas Gerais ainda não encerrou o seu. Por isso, ainda não há um processo na Justiça.
Ainda que ressalte que só analisa o goleiro através de situações que a mídia traz à tona, o psiquiatra e psicanalista Luiz Alberto Py afirma que ele se enquadra em um típico quadro de psicopatia. “Na frase em que fala sobre Copa do Mundo, é uma clara demonstração de que estava apenas preocupado com o problema dele. Há uma mulher morta, que seria sua ex, ele sendo acusado... E ele tem a cara de pau de dizer isso? E a frase anterior (dita dias antes), de que torce para que ela apareça? É um típico caso de psicopatia. Todos são iguais, achando que está tudo bem”, diz.
O psicanalista explica que o psicopata usa valores próprios para argumentar suas ações. O que, para o meio médico, é considerado “loucura moral”. Segundo ele, essas pessoas não são loucas clinicamente, mas fazem coisas em nome do bem estar pessoal. “Ele não usa valores da sociedade, mas valores pessoais que considera normais, na linha ‘que se dane o resto’”, explica Py. Segundo ele, Bruno parece não se importar com a situação. “A pessoa, com tal característica mental, nesta situação não sofre. O sofrimento dele é ser pego. Enquanto não é pego, não perde o sono, não tem insônia, não tem pesadelo”, diz.
Cinismo como parâmetro
Francisco Daudt não se assusta com o fato de Bruno ficar preocupado com a participação na Copa de 2014, mesmo estando numa delegacia, acusado de um crime. “Se um cara desses aparentasse arrependimento ou estado horrorizado, eu ficaria mais preocupado com sua saúde mental. Seria uma grande quantidade de cinismo. Me soa mais razoável que ele se mantenha equilibrado”, afirma Daudt. Para o psicanalista, esta relativa normalidade que Bruno tenta passar tem a ver com a sua formação. “O sujeito é treinado em outra realidade desde criança. Quando adulto, ele pode argumentar dizendo que, de onde vem, isso é normal se resolver assim”, continua ele, autor de livros como “O Amor Companheiro”, entre outros.
Mas Daudt faz um alerta. “Bruno quer nos passar na conversa, porque ele quer safar sua pele. Qualquer coisa que ele faça é para isso, a prerrogativa do prisioneiro é tentar escapar. Não acho nada de extraordinário ele bancar a naturalidade. Na cabeça dele, assim vai mostrar que está tudo sob controle, que não é culpado de nada”, diz.
Outro psicanalista, Alberto Goldin também encara a possibilidade de Bruno no envolvimento do sumiço de Eliza como sendo um crime de questão social. “É muito mais um crime com fundamento social do que psicológico, por isso não vejo como quadro psicótico. No caso psicológico, a questão passa por um pré-julgamento da consciência dele. No caso social, ele resolve o problema como se fosse numa favela”, compara.
Mente sem cura
Tanto Goldin quanto Luiz Alberto Py convergem em opiniões ao afirmar que um quadro como este é de difícil resolução. Para Alberto Goldin, não há cura. “Não há como tratar uma mente com uma formação cultural dessa característica. É um problema irresponsável, primário, é obvio que ele faz podendo até pensar nas conseqüências, mas isso não é determinante para que ele evite cometer”, diz.
Já Luiz Alberto Py encara a cadeia como única saída, para casos como este. “É difícil manter o controle, só com forte ameaça. Quando pessoas assim se sentem correndo o risco é que param. Por isso que existe cadeia, para segurar pessoas que não têm condições morais de viver junto com outros”, afirma.
Outros envolvidos
Segundo depoimentos já informados pela própria polícia, há pelo menos outros sete envolvidos no sumiço de Eliza Samudio. Para Daudt, o fato de haver vários integrantes no crime só reforça sua tese. “Pelo que entendi, ele não teria feito isso sozinho, mas com um grupo de pessoas. É uma coisa meio faroeste, justiça com as próprias mãos. É aquela coisa de um líder mandar e os outros obedecerem, por terem uma cultura não civilizada. Por serem todos do mesmo meio”, afirma.
É o que Goldin classifica como “solidariedade”. “Isso é forte quando se tem um caso de questão social. Se tem outros envolvidos, é a questão da solidariedade entre amigos em torno dele que prevalece. Infelizmente dessa forma tão brutal. Penso que uma pessoa com um pouco mais de instrução saberia da responsabilidade que estava assumindo”, diz o psicanalista.
*
entenda o caso bruno
Saiba quem é quem no desaparecimento de Eliza Samudio
Conheça todos os personagens do crime que teria sido arquitetado por Bruno
iG Rio de Janeiro | 08/07/2010 15:14
* Mudar o tamanho da letra:
* A+
* A-
Eliza Samudio
Ex-modelo com quem Bruno teve um relacionamento extraconjugal, iniciado em maio de 2009. Está desaparecida desde o início de junho. Ela lutava na Justiça para que o goleiro do Flamengo reconhecesse a paternidade de seu filho de quatro meses. Um adolescente de 17 anos, primo de Bruno, que confessou ter participado do sequestro de Eliza, disse que a jovem está morta. Em outubro do ano passado, a jovem já havia registrado queixa na Delegacia de Atendimento à Mulher contra Bruno. Ela teria sido agredida pelo jogador e obrigada a tomar uma bebida abortiva.
Bruno Fernandes
Goleiro do Flamengo indiciado pela Justiça como o mandante do sequestro de Eliza Samudio. Ele se entregou à polícia na tarde do dia 7 de julho, com o amigo Luiz Henrique Ferreira Romão, mais conhecido como “Macarrão”. Segundo a polícia, Bruno teria levado Eliza, na companhia de amigos, para ser executada. O goleiro é casado com Dayanne Souza, com quem tem duas filhas. O atleta foi afastado do restante do elenco do Flamengo no dia 28 de junho.
Luiz Henrique Ferreira Romão
Amigo de infância e funcionário de Bruno, mais conhecido como Macarrão. Foi indiciado pela Justiça como um dos executores do sequestro de Eliza Samudio. Ele levou a jovem e o filho dela do Rio para a região metropolitana de Belo Horizonte – onde a ex-modelo foi mantida em cárcere privado e, depois, morta. Ele se entregou à polícia com Bruno na tarde do dia 7 de julho.
J.
Adolescente de 17 anos, primo de Bruno. A partir de seu depoimento, no dia 6 de julho, as investigações tomaram novo rumo. A polícia chegou ao rapaz após uma denúncia feita por seu tio à Rádio Tupi. O menor de idade confessou em seu depoimento que participou do sequestro, junto com Macarrão. No carro, durante uma confusão, teria dado coronhadas com uma pistola na cabeça de Eliza, deixando-a desacordada.
J.C
Tio do adolescente J., o motorista de ônibus concedeu uma entrevista à Rádio Tupi revelando que seu sobrinho estava envolvido no desaparecimento de Eliza. Deu detalhes sobre o sequestro e a morte de Eliza, causando uma reviravolta no caso.
Dayanne Souza
Mulher do goleiro Bruno, com quem tem duas filhas. Foi presa no dia 7 de julho, em Belo Horizonte. Dayanne entregou o filho de quatro meses de Eliza para terceiros, no dia 24 de junho, quando a polícia de Minas Gerais recebeu a denúncia de que a jovem teria sido assassinada no sítio de Bruno. A mulher de Bruno disse que entregou a criança para conhecidos a pedido de Macarrão.
Wemerson Marques
Funcionário do sítio de Bruno, mais conhecido como “Coxinha”. Teve a prisão decretada pela Justiça de Minas Gerais no dia 7 de julho. Ele recebeu o filho de Eliza das mãos de Dayanne na rodovia BR-040 (Belo Horizonte-Sete Lagoas) e o repassou a um terceiro.
Flávio Caetano de Araújo
Acusado de levar o filho de Eliza, de quatro meses, para uma senhora no bairro Liberdade, periferia de Contagem, onde o bebê foi encontrado no dia 26 de junho. Flávio teve a prisão decretada pela Justiça de Minas Gerais no dia 7 de julho.
Sérgio Rosa Sales
Funcionário do sítio de Bruno. Teve a prisão decretada pela Justiça de Minas Gerais no dia 7 de julho. De acordo com o depoimento do adolescente de 17 anos, primo do goleiro do Flamengo, Sérgio vigiou Eliza quando ela chegou ao sítio do atleta em Esmeraldas, Região Metropolitana de Belo Horizonte (MG). Sérgio também teria obrigado a jovem a ligar para uma amiga de São Paulo e dizer que estava tudo bem, caso contrário, morreria.
Elenilson Vítor da Silva
Administrador do sítio de Bruno, em Esmeraldas, Região Metropolitana de Belo Horizonte (MG). Teve a prisão decretada pela Justiça de Minas Gerais no dia 7 de julho. Elenilson disse à polícia no dia 27 de junho, quando foram realizadas buscas na propriedade do goleiro, que não tinha visto Eliza Samudio por lá. Dias depois, ele voltou atrás e confirmou que a jovem e o filho de quatro meses eram mantidos em um quarto praticamente durante o dia inteiro. Elenilson disse ainda que ele era a pessoa que levava comida para Eliza e o bebê.
Marcos Aparecido dos Santos
Ex-policial civil de Minas Gerais, conhecido como Neném, Bola e Paulista. Ele é apontado pela polícia como o homem que matou Eliza Samudio por asfixia. O crime teria acontecido em sua casa, no município de Vespasiano, Região Metropolitana de Belo Horizonte (MG). Segundo investigações, após o assassinato, Neném teria esquartejado o corpo de Eliza e jogado alguns pedaços para cães da raça rotweiller.
Luiz Carlos Samudio
Pai de Eliza. Viajou para Belo Horizonte quando o desaparecimento da filha passou a ser divulgado na mídia. Lá, conseguiu a guarda do neto, de quatro meses, quando o bebê foi encontrado, no dia 26 de junho. Da capital mineira, seguiu para Foz do Iguaçu (PR), onde mora. No dia 8 de julho, Luiz Carlos perdeu a guarda do neto para a ex-mulher, Sônia Fátima Moura. Ele responde a um processo por estupro de uma menor.
Sônia Fátima Moura
Mãe de Eliza Samudio. Conseguiu no dia 8 de julho a guarda provisória do neto de quatro meses. Sônia diz que deixou Foz de Iguaçu, em 1994, anos depois de se separar de Luiz Carlos. Sônia mora atualmente em Mato Grosso.
Edson Moreira
Chefe do Departamento de Investigações da Polícia Civil de Minas Gerais. Delegado responsável pelas investigações do desaparecimento de Eliza Samudio.
Michel Assef Filho
Advogado do Flamengo. Defendeu o goleiro Bruno por um período, por se tratar de um atleta do clube. Quando o Flamengo suspendeu o contrato com o jogador, no dia 8 de julho, Michel Assef Filho se afastou do caso.
Ércio Quaresma
Advogado de Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão. Passou a defender Bruno, quando Michel Assef Filho abandonou o caso.
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o
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Conheça todos os personagens do crime que teria sido arquitetado por Bruno
iG Rio de Janeiro | 08/07/2010 15:14
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Eliza Samudio
Ex-modelo com quem Bruno teve um relacionamento extraconjugal, iniciado em maio de 2009. Está desaparecida desde o início de junho. Ela lutava na Justiça para que o goleiro do Flamengo reconhecesse a paternidade de seu filho de quatro meses. Um adolescente de 17 anos, primo de Bruno, que confessou ter participado do sequestro de Eliza, disse que a jovem está morta. Em outubro do ano passado, a jovem já havia registrado queixa na Delegacia de Atendimento à Mulher contra Bruno. Ela teria sido agredida pelo jogador e obrigada a tomar uma bebida abortiva.
Bruno Fernandes
Goleiro do Flamengo indiciado pela Justiça como o mandante do sequestro de Eliza Samudio. Ele se entregou à polícia na tarde do dia 7 de julho, com o amigo Luiz Henrique Ferreira Romão, mais conhecido como “Macarrão”. Segundo a polícia, Bruno teria levado Eliza, na companhia de amigos, para ser executada. O goleiro é casado com Dayanne Souza, com quem tem duas filhas. O atleta foi afastado do restante do elenco do Flamengo no dia 28 de junho.
Luiz Henrique Ferreira Romão
Amigo de infância e funcionário de Bruno, mais conhecido como Macarrão. Foi indiciado pela Justiça como um dos executores do sequestro de Eliza Samudio. Ele levou a jovem e o filho dela do Rio para a região metropolitana de Belo Horizonte – onde a ex-modelo foi mantida em cárcere privado e, depois, morta. Ele se entregou à polícia com Bruno na tarde do dia 7 de julho.
J.
Adolescente de 17 anos, primo de Bruno. A partir de seu depoimento, no dia 6 de julho, as investigações tomaram novo rumo. A polícia chegou ao rapaz após uma denúncia feita por seu tio à Rádio Tupi. O menor de idade confessou em seu depoimento que participou do sequestro, junto com Macarrão. No carro, durante uma confusão, teria dado coronhadas com uma pistola na cabeça de Eliza, deixando-a desacordada.
J.C
Tio do adolescente J., o motorista de ônibus concedeu uma entrevista à Rádio Tupi revelando que seu sobrinho estava envolvido no desaparecimento de Eliza. Deu detalhes sobre o sequestro e a morte de Eliza, causando uma reviravolta no caso.
Dayanne Souza
Mulher do goleiro Bruno, com quem tem duas filhas. Foi presa no dia 7 de julho, em Belo Horizonte. Dayanne entregou o filho de quatro meses de Eliza para terceiros, no dia 24 de junho, quando a polícia de Minas Gerais recebeu a denúncia de que a jovem teria sido assassinada no sítio de Bruno. A mulher de Bruno disse que entregou a criança para conhecidos a pedido de Macarrão.
Wemerson Marques
Funcionário do sítio de Bruno, mais conhecido como “Coxinha”. Teve a prisão decretada pela Justiça de Minas Gerais no dia 7 de julho. Ele recebeu o filho de Eliza das mãos de Dayanne na rodovia BR-040 (Belo Horizonte-Sete Lagoas) e o repassou a um terceiro.
Flávio Caetano de Araújo
Acusado de levar o filho de Eliza, de quatro meses, para uma senhora no bairro Liberdade, periferia de Contagem, onde o bebê foi encontrado no dia 26 de junho. Flávio teve a prisão decretada pela Justiça de Minas Gerais no dia 7 de julho.
Sérgio Rosa Sales
Funcionário do sítio de Bruno. Teve a prisão decretada pela Justiça de Minas Gerais no dia 7 de julho. De acordo com o depoimento do adolescente de 17 anos, primo do goleiro do Flamengo, Sérgio vigiou Eliza quando ela chegou ao sítio do atleta em Esmeraldas, Região Metropolitana de Belo Horizonte (MG). Sérgio também teria obrigado a jovem a ligar para uma amiga de São Paulo e dizer que estava tudo bem, caso contrário, morreria.
Elenilson Vítor da Silva
Administrador do sítio de Bruno, em Esmeraldas, Região Metropolitana de Belo Horizonte (MG). Teve a prisão decretada pela Justiça de Minas Gerais no dia 7 de julho. Elenilson disse à polícia no dia 27 de junho, quando foram realizadas buscas na propriedade do goleiro, que não tinha visto Eliza Samudio por lá. Dias depois, ele voltou atrás e confirmou que a jovem e o filho de quatro meses eram mantidos em um quarto praticamente durante o dia inteiro. Elenilson disse ainda que ele era a pessoa que levava comida para Eliza e o bebê.
Marcos Aparecido dos Santos
Ex-policial civil de Minas Gerais, conhecido como Neném, Bola e Paulista. Ele é apontado pela polícia como o homem que matou Eliza Samudio por asfixia. O crime teria acontecido em sua casa, no município de Vespasiano, Região Metropolitana de Belo Horizonte (MG). Segundo investigações, após o assassinato, Neném teria esquartejado o corpo de Eliza e jogado alguns pedaços para cães da raça rotweiller.
Luiz Carlos Samudio
Pai de Eliza. Viajou para Belo Horizonte quando o desaparecimento da filha passou a ser divulgado na mídia. Lá, conseguiu a guarda do neto, de quatro meses, quando o bebê foi encontrado, no dia 26 de junho. Da capital mineira, seguiu para Foz do Iguaçu (PR), onde mora. No dia 8 de julho, Luiz Carlos perdeu a guarda do neto para a ex-mulher, Sônia Fátima Moura. Ele responde a um processo por estupro de uma menor.
Sônia Fátima Moura
Mãe de Eliza Samudio. Conseguiu no dia 8 de julho a guarda provisória do neto de quatro meses. Sônia diz que deixou Foz de Iguaçu, em 1994, anos depois de se separar de Luiz Carlos. Sônia mora atualmente em Mato Grosso.
Edson Moreira
Chefe do Departamento de Investigações da Polícia Civil de Minas Gerais. Delegado responsável pelas investigações do desaparecimento de Eliza Samudio.
Michel Assef Filho
Advogado do Flamengo. Defendeu o goleiro Bruno por um período, por se tratar de um atleta do clube. Quando o Flamengo suspendeu o contrato com o jogador, no dia 8 de julho, Michel Assef Filho se afastou do caso.
Ércio Quaresma
Advogado de Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão. Passou a defender Bruno, quando Michel Assef Filho abandonou o caso.
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lei maria da penha
Lei Maria da Penha: um compromisso para a Justiça brasileira - Valéria Pandjiarjian - Site Campanha dos 16 Dias
A história de vida de Maria da Penha, comum a de tantas mulheres que levam no corpo e na alma as marcas visíveis e invisíveis da violência, tornou-a protagonista de um litígio internacional emblemático para o acesso à justiça e a luta contra a impunidade em relação à violência doméstica contra as mulheres no Brasil. Ícone dessa causa, sua vida está simbolicamente subscrita e marcada sob o nome de uma lei.
A Lei Maria da Penha representa inegável avanço na normativa jurídica nacional: modifica a resposta que o Estado dá à violência doméstica e familiar contra as mulheres, incorporando a perspectiva de gênero e direitos humanos da Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra a Mulher (CEDAW) e da Convenção Interamericana para Prevenir, Punir e Erradicar a Violência contra a Mulher (Convenção de Belém do Pará); rompe com paradigmas tradicionais do Direito; dá maior ênfase à prevenção, assistência e proteção às mulheres e seus dependentes em situação de violência, ao mesmo tempo em que fortalece a ótica repressiva, na medida necessária; e trata a questão na perspectiva da integralidade, multidisciplinaridade, complexidade e especificidade, como se demanda que seja abordado o problema.
As leis são instrumentos para concretizar princípios, garantir direitos, fazer realidade nossa cidadania. Uma lei que abarca a violência doméstica contra as mulheres em ampla dimensão - e não a trata de maneira isolada, senão conectada a políticas públicas intersetoriais - tem múltiplos desafios. O maior deles, talvez: a mudança de olhar e atitude. Melhor não poderia ser, pois, a convocatória de 2008 para a Campanha dos 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra a Mulher: “Há momentos em que sua atitude faz a diferença. Lei Maria da Penha. Comprometa-se”.
Em dois anos de vigência da lei, o processo de sua implementação ainda está só começando, com avanços, obstáculos e desafios. A mudança estrutural nas dinâmicas institucionais e em comportamentos culturais que a lei reflete e invoca não se opera em curto prazo. Mas urgem atitudes de comprometimento com a lei, por parte de distintos atores, que fazem e farão a diferença. Hoje, chamemos ao compromisso ao menos um ator em especial: o Poder Judiciário, particularmente o Supremo Tribunal Federal.
Em virtude da controvérsia judicial que se instalou no país sobre a aplicação da Lei Maria da Penha, com decisões que afirmam tanto a inconstitucionalidade, como a constitucionalidade da lei, o Presidente da República ingressou, em dezembro de 2007, com Ação Declaratória de Constitucionalidade (ADC/19) perante o Supremo Tribunal Federal (STF), com o fim de obter a declaração de constitucionalidade dos artigos 1º, 33 e 41 da lei, por entender que a mesma não viola: o princípio da igualdade entre homens e mulheres (art. 5º, I, CF); a competência atribuída aos Estados para fixar a organização judiciária local (art. 125 § 1º c/c art. 96, d, CF) e a competência dos juizados especiais (art. 98, I, CF). Corretíssima interpretação constitucional. Atitude de comprometimento jurídico-político na iniciativa presidencial.
Atitude de comprometimento, ainda, do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, que na referida ação ingressou com Amicus Curiae (“Amigo da Corte”) em defesa da constitucionalidade da Lei Maria da Penha; assim como, no marco do 25 de novembro, Dia Internacional da Não-Violência contra a Mulher, da mesma forma o fazem Cladem/Brasil (Comitê Latino-americano e do Caribe para a Defesa dos Direitos da Mulher) junto com as organizações que o integram: Themis -Assessoria Jurídica e Estudos de Gênero, Ipê - Instituto para a Promoção da Equidade e Instituto Antígona.Qual será, pois, a atitude de comprometimento da cúpula da Justiça brasileira para com a lei nesse contexto, considerando-se ainda haver 83% de aprovação à lei pela população (pesquisa Ibope/Themis)?
Por ocasião do evento público de reparação material (pagamento de indenização) e simbólica (pedido de desculpas) do governo do Ceará à Maria da Penha (07.07.08), em cumprimento às recomendações da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (Informe 54/2001), Maria da Penha afirmou: “Estou muito feliz por receber essa indenização, mas minha maior alegria segue sendo a existência da Lei 11.340/06, chamada Lei Maria da Penha, que me permite dividir com cada mulher que sofre violência nesse país. É ela que garante que a dignidade da mulher exige respeito e que transforma a violência contra a mulher em crime contra os direitos humanos”. E apontou: “há muito que se fazer para resgatar a dívida histórica para com as mulheres”, indicando investimentos a serem feitos para a “desconstrução da cultura machista”, com a correta aplicação da Lei Maria da Penha.
A declaração de constitucionalidade da Lei Maria da Penha pelo STF representará, assim, não só legítimo direito constitucional das mulheres - à igualdade, à não-discriminação e a viver livre de violência – mas também expressão simbólica de resgate dessa dívida histórica. Direito constitucional que merece, ainda, ser objeto de uma súmula vinculante, afirmando-o como jus cogens (norma imperativa), pois assim o são os direitos de igualdade e acesso à justiça em âmbito nacional e internacional, conforme entendimento da Corte Interamericana de Direitos Humanos. Razão maior para que o órgão máximo da Justiça brasileira reconheça a constitucionalidade da lei e seu caráter de imperatividade, pondo fim à violência institucional que, por ação ou omissão, tolera e perpetua a violência doméstica e familiar contra as mulheres como sistemática violação aos direitos humanos no país. Em outras palavras... Lei Maria Penha: STF, Comprometa-se!
* Valéria Pandjiarjian: 39; é advogada feminista, responsável pelo programa de litígio internacional do Cladem (Comitê Latino-americano e do Caribe para a Defesa dos Direitos da Mulher). Membro do Cladem/Brasil desde 1992; integra também a fundação e o conselho de várias organizações de mulheres no país.
---Este artigo foi publicado originalmente no site da Campanha 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres, em novembro/2008.
Mais artigos publicados pelo site da Campanha:
* Femicídio
* Feminicídio ao vivo – o que nos clama Eloá
* Escute: Comprometa-se
* O medo rompe as barreiras do silencio e invade o poder judiciario
A história de vida de Maria da Penha, comum a de tantas mulheres que levam no corpo e na alma as marcas visíveis e invisíveis da violência, tornou-a protagonista de um litígio internacional emblemático para o acesso à justiça e a luta contra a impunidade em relação à violência doméstica contra as mulheres no Brasil. Ícone dessa causa, sua vida está simbolicamente subscrita e marcada sob o nome de uma lei.
A Lei Maria da Penha representa inegável avanço na normativa jurídica nacional: modifica a resposta que o Estado dá à violência doméstica e familiar contra as mulheres, incorporando a perspectiva de gênero e direitos humanos da Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra a Mulher (CEDAW) e da Convenção Interamericana para Prevenir, Punir e Erradicar a Violência contra a Mulher (Convenção de Belém do Pará); rompe com paradigmas tradicionais do Direito; dá maior ênfase à prevenção, assistência e proteção às mulheres e seus dependentes em situação de violência, ao mesmo tempo em que fortalece a ótica repressiva, na medida necessária; e trata a questão na perspectiva da integralidade, multidisciplinaridade, complexidade e especificidade, como se demanda que seja abordado o problema.
As leis são instrumentos para concretizar princípios, garantir direitos, fazer realidade nossa cidadania. Uma lei que abarca a violência doméstica contra as mulheres em ampla dimensão - e não a trata de maneira isolada, senão conectada a políticas públicas intersetoriais - tem múltiplos desafios. O maior deles, talvez: a mudança de olhar e atitude. Melhor não poderia ser, pois, a convocatória de 2008 para a Campanha dos 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra a Mulher: “Há momentos em que sua atitude faz a diferença. Lei Maria da Penha. Comprometa-se”.
Em dois anos de vigência da lei, o processo de sua implementação ainda está só começando, com avanços, obstáculos e desafios. A mudança estrutural nas dinâmicas institucionais e em comportamentos culturais que a lei reflete e invoca não se opera em curto prazo. Mas urgem atitudes de comprometimento com a lei, por parte de distintos atores, que fazem e farão a diferença. Hoje, chamemos ao compromisso ao menos um ator em especial: o Poder Judiciário, particularmente o Supremo Tribunal Federal.
Em virtude da controvérsia judicial que se instalou no país sobre a aplicação da Lei Maria da Penha, com decisões que afirmam tanto a inconstitucionalidade, como a constitucionalidade da lei, o Presidente da República ingressou, em dezembro de 2007, com Ação Declaratória de Constitucionalidade (ADC/19) perante o Supremo Tribunal Federal (STF), com o fim de obter a declaração de constitucionalidade dos artigos 1º, 33 e 41 da lei, por entender que a mesma não viola: o princípio da igualdade entre homens e mulheres (art. 5º, I, CF); a competência atribuída aos Estados para fixar a organização judiciária local (art. 125 § 1º c/c art. 96, d, CF) e a competência dos juizados especiais (art. 98, I, CF). Corretíssima interpretação constitucional. Atitude de comprometimento jurídico-político na iniciativa presidencial.
Atitude de comprometimento, ainda, do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, que na referida ação ingressou com Amicus Curiae (“Amigo da Corte”) em defesa da constitucionalidade da Lei Maria da Penha; assim como, no marco do 25 de novembro, Dia Internacional da Não-Violência contra a Mulher, da mesma forma o fazem Cladem/Brasil (Comitê Latino-americano e do Caribe para a Defesa dos Direitos da Mulher) junto com as organizações que o integram: Themis -Assessoria Jurídica e Estudos de Gênero, Ipê - Instituto para a Promoção da Equidade e Instituto Antígona.Qual será, pois, a atitude de comprometimento da cúpula da Justiça brasileira para com a lei nesse contexto, considerando-se ainda haver 83% de aprovação à lei pela população (pesquisa Ibope/Themis)?
Por ocasião do evento público de reparação material (pagamento de indenização) e simbólica (pedido de desculpas) do governo do Ceará à Maria da Penha (07.07.08), em cumprimento às recomendações da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (Informe 54/2001), Maria da Penha afirmou: “Estou muito feliz por receber essa indenização, mas minha maior alegria segue sendo a existência da Lei 11.340/06, chamada Lei Maria da Penha, que me permite dividir com cada mulher que sofre violência nesse país. É ela que garante que a dignidade da mulher exige respeito e que transforma a violência contra a mulher em crime contra os direitos humanos”. E apontou: “há muito que se fazer para resgatar a dívida histórica para com as mulheres”, indicando investimentos a serem feitos para a “desconstrução da cultura machista”, com a correta aplicação da Lei Maria da Penha.
A declaração de constitucionalidade da Lei Maria da Penha pelo STF representará, assim, não só legítimo direito constitucional das mulheres - à igualdade, à não-discriminação e a viver livre de violência – mas também expressão simbólica de resgate dessa dívida histórica. Direito constitucional que merece, ainda, ser objeto de uma súmula vinculante, afirmando-o como jus cogens (norma imperativa), pois assim o são os direitos de igualdade e acesso à justiça em âmbito nacional e internacional, conforme entendimento da Corte Interamericana de Direitos Humanos. Razão maior para que o órgão máximo da Justiça brasileira reconheça a constitucionalidade da lei e seu caráter de imperatividade, pondo fim à violência institucional que, por ação ou omissão, tolera e perpetua a violência doméstica e familiar contra as mulheres como sistemática violação aos direitos humanos no país. Em outras palavras... Lei Maria Penha: STF, Comprometa-se!
* Valéria Pandjiarjian: 39; é advogada feminista, responsável pelo programa de litígio internacional do Cladem (Comitê Latino-americano e do Caribe para a Defesa dos Direitos da Mulher). Membro do Cladem/Brasil desde 1992; integra também a fundação e o conselho de várias organizações de mulheres no país.
---Este artigo foi publicado originalmente no site da Campanha 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres, em novembro/2008.
Mais artigos publicados pelo site da Campanha:
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* Feminicídio ao vivo – o que nos clama Eloá
* Escute: Comprometa-se
* O medo rompe as barreiras do silencio e invade o poder judiciario
o que bullyng tem a ver com a violencia da mulher?
Violência Escolar / Bullying - Presentation Transcript
1.
2. Fizemos 4 entrevistas: A uma Funcionária; À Dr.ª Psicóloga Lara; À Directora de Turma do 5ºB; & À Subdirectora do Agrupamento de Escolas de Penalva do Castelo
3. Entrevistas
4. Funcionária
5. Já ouviu falar em Bullying? Para si o que significa o Bullying? Sim, significa violência e agressividade entre alunos no meio escolar. É frequente haver casos de Bullying na nossa escola? Com frequência na nossa escola não. Na nossa escola existe discriminação dos alunos mais velhos em relação aos mais novos? Penso que não.
6. Que papel poderão desempenhar os funcionários na prevenção ou apaziguamento desta situação na comunidade escolar? O papel do funcionário é infelizmente caso esteja presente é encaminhar a situação ao professor para que este possa agir de imediato. Acha que a nossa escola possui recursos humanos capazes de contrariar este problema? Sim, tendo eles o conhecimento das situações. No seu trabalho de funcionária já teve de lidar com algum caso de Bullying? Sim, mas o caso foi resolvido entre professor e encarregados de edução dos alunos.
7. Dr.ª Psicóloga Lara
8. No seu trabalho de psicóloga, já teve de lidar com algum caso de Bullying? Sim, várias vezes em várias escolas. No seu entender quais são as principais causas do Bullying nas escolas? Existir uma grande taxa de crianças com comportamentos disruptivos, vindos de problemas de ansiedade auto-estima, de pressão e falta de regras e limites no meio familiar.
9. Qual é o trabalho que um Psicólogo desempenha na escola para ajudar a ultrapassar este fenómeno? Sensibilizar e prevenir. E os pais? Em que medida os pais podem intervir na prevenção/ resolução para esta situação? Os pais são a base fundamental para a prevenção desta situação. É no núcleo familiar que se aprende os modelos comportamentais. Deveram estar presentes na vida dos filhos, e impondo regras e limites com amor. Acha que os casos de Bullying deveriam ser divulgados? Sempre e deveriam ser punidos.
10. D.T do 5ºB
11. Para a senhora Professora o que é o Bullying? É a violência física e ou psicológica que se faz de forma repetida sobre alguém ou grupo, geralmente mais fraco que o agressor. Nas suas direcções de Turma, teve conhecimento de ter havido algum caso de Bullying? Houve um caso que surgiu de um aluno que era violentado pelos familiares e, na escola, tentava fazer aos outros o que lhe faziam a ele.
12. Se sim, teve de interferir o órgão de gestão da escola? Sim, o órgão de gestão interferiu, o aluno foi suspenso da escola durante uma semana. Durante este ano lectivo já teve de lidar com algum caso de Bullying? Houve alguns casos de violência, mas esporádicos. No seu entender como será possível evitarem-se situações de violência na escola? A violência (a atitude) vem muitas vezes já do crescimento do aluno que foi feito com base na visualização de filmes violentos, sem que os pais, regulassem essa situação. Na escola, será o local ideal para ver e comentar filmes que ajudem o aluno a crescer com valores positivos (a verdade, a paz o amor, a rectidão).
13. Sub- Directora do Agr. Escolas Penalva do Castelo
14. Já tomou conhecimento de algum caso de violência na escola, durante no seu mandato? Sim. Se sim, que procedimentos toma a escola quando há casos de violência entre alunos? Depende do grau de violência, se é muito grave, faz-se um conselho de turma disciplinar, se não é muito grave passa por uma representál oral ou escrito ao aluno. Qual o tipo de violência mais frequente na nossa escola? Violência verbal. Quais os locais onde ocorrem mais? Nos recreios. As vítimas de agressão foram maioritariamente do sexo Masculino ou Feminino? Masculino.
15. Os agressores foram maioritariamente do sexo Masculino ou Feminino? Masculino. Quais as medidas adoptadas em caso de violência? Repreensão; aplica ç ão de pena ligeira ( servi ç o atribu í do ao aluno, como: ajudar os auxiliares de ac ç ão educativa; ler durante os intervalos na Biblioteca … ) A nossa escola tem estrat é gias de preven ç ão para evitar a violência no meio escolar? Sim, forma ç ão de toda a comunidade educativa; as aulas de Forma ç ão C í vica, tamb é m para alertar os alunos desta tem á tica. Existe algum programa de interven ç ão conjunta com a Escola Segura? Em que consiste? Sim, colabora ç ão estreita com a for ç a de seguran ç a no sentido de sensibilizar para o acto de violência e preveni-la. No decurso do seu mandato considera que os casos de violência e agressividade na escola aumentaram, diminu í ram ou mantiveram-se? Mantiveram-se.
16. Conclusão Nunca pensamos que o Bullying fosse tão conhecido na nossa Escola, e também nunca pensamos que fosse praticado na nossa escola.
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18.
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2. Fizemos 4 entrevistas: A uma Funcionária; À Dr.ª Psicóloga Lara; À Directora de Turma do 5ºB; & À Subdirectora do Agrupamento de Escolas de Penalva do Castelo
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4. Funcionária
5. Já ouviu falar em Bullying? Para si o que significa o Bullying? Sim, significa violência e agressividade entre alunos no meio escolar. É frequente haver casos de Bullying na nossa escola? Com frequência na nossa escola não. Na nossa escola existe discriminação dos alunos mais velhos em relação aos mais novos? Penso que não.
6. Que papel poderão desempenhar os funcionários na prevenção ou apaziguamento desta situação na comunidade escolar? O papel do funcionário é infelizmente caso esteja presente é encaminhar a situação ao professor para que este possa agir de imediato. Acha que a nossa escola possui recursos humanos capazes de contrariar este problema? Sim, tendo eles o conhecimento das situações. No seu trabalho de funcionária já teve de lidar com algum caso de Bullying? Sim, mas o caso foi resolvido entre professor e encarregados de edução dos alunos.
7. Dr.ª Psicóloga Lara
8. No seu trabalho de psicóloga, já teve de lidar com algum caso de Bullying? Sim, várias vezes em várias escolas. No seu entender quais são as principais causas do Bullying nas escolas? Existir uma grande taxa de crianças com comportamentos disruptivos, vindos de problemas de ansiedade auto-estima, de pressão e falta de regras e limites no meio familiar.
9. Qual é o trabalho que um Psicólogo desempenha na escola para ajudar a ultrapassar este fenómeno? Sensibilizar e prevenir. E os pais? Em que medida os pais podem intervir na prevenção/ resolução para esta situação? Os pais são a base fundamental para a prevenção desta situação. É no núcleo familiar que se aprende os modelos comportamentais. Deveram estar presentes na vida dos filhos, e impondo regras e limites com amor. Acha que os casos de Bullying deveriam ser divulgados? Sempre e deveriam ser punidos.
10. D.T do 5ºB
11. Para a senhora Professora o que é o Bullying? É a violência física e ou psicológica que se faz de forma repetida sobre alguém ou grupo, geralmente mais fraco que o agressor. Nas suas direcções de Turma, teve conhecimento de ter havido algum caso de Bullying? Houve um caso que surgiu de um aluno que era violentado pelos familiares e, na escola, tentava fazer aos outros o que lhe faziam a ele.
12. Se sim, teve de interferir o órgão de gestão da escola? Sim, o órgão de gestão interferiu, o aluno foi suspenso da escola durante uma semana. Durante este ano lectivo já teve de lidar com algum caso de Bullying? Houve alguns casos de violência, mas esporádicos. No seu entender como será possível evitarem-se situações de violência na escola? A violência (a atitude) vem muitas vezes já do crescimento do aluno que foi feito com base na visualização de filmes violentos, sem que os pais, regulassem essa situação. Na escola, será o local ideal para ver e comentar filmes que ajudem o aluno a crescer com valores positivos (a verdade, a paz o amor, a rectidão).
13. Sub- Directora do Agr. Escolas Penalva do Castelo
14. Já tomou conhecimento de algum caso de violência na escola, durante no seu mandato? Sim. Se sim, que procedimentos toma a escola quando há casos de violência entre alunos? Depende do grau de violência, se é muito grave, faz-se um conselho de turma disciplinar, se não é muito grave passa por uma representál oral ou escrito ao aluno. Qual o tipo de violência mais frequente na nossa escola? Violência verbal. Quais os locais onde ocorrem mais? Nos recreios. As vítimas de agressão foram maioritariamente do sexo Masculino ou Feminino? Masculino.
15. Os agressores foram maioritariamente do sexo Masculino ou Feminino? Masculino. Quais as medidas adoptadas em caso de violência? Repreensão; aplica ç ão de pena ligeira ( servi ç o atribu í do ao aluno, como: ajudar os auxiliares de ac ç ão educativa; ler durante os intervalos na Biblioteca … ) A nossa escola tem estrat é gias de preven ç ão para evitar a violência no meio escolar? Sim, forma ç ão de toda a comunidade educativa; as aulas de Forma ç ão C í vica, tamb é m para alertar os alunos desta tem á tica. Existe algum programa de interven ç ão conjunta com a Escola Segura? Em que consiste? Sim, colabora ç ão estreita com a for ç a de seguran ç a no sentido de sensibilizar para o acto de violência e preveni-la. No decurso do seu mandato considera que os casos de violência e agressividade na escola aumentaram, diminu í ram ou mantiveram-se? Mantiveram-se.
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Foto: Reprodução Internet
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No Rio de Janeiro, o Dossiê Mulher 2010, divulgado pelo Instituto de Segurança Pública em maio, revelou que houve 371 vítimas do sexo feminino mortas no estado, em 2009. Diariamente, 128 mulheres foram alvo de ameaça, enquanto, por mês, 44 sofreram tentativas de homicídios. Na maioria dos casos, a vítima conhecia ou era parente do agressor.
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Foto: Reprodução Internet
Eliza, grávida, numa praia: foto é guardada como recordação pelo pai | Foto: Reprodução Internet
No Rio de Janeiro, o Dossiê Mulher 2010, divulgado pelo Instituto de Segurança Pública em maio, revelou que houve 371 vítimas do sexo feminino mortas no estado, em 2009. Diariamente, 128 mulheres foram alvo de ameaça, enquanto, por mês, 44 sofreram tentativas de homicídios. Na maioria dos casos, a vítima conhecia ou era parente do agressor.
violencia contra a mulher
Brasil
Uma mulher assassinada a cada duas horas
12 | 07 | 2010 15.17H
Uma mulher morre a cada duas horas no Brasil, vítima de assassinato, denuncia a organização não governamental brasileira Instituto Sangari sendo que a maioria das mortes está relacionada com violência familiar.
Rui Alexandre Coelho | rcoelho@destak.pt
Públicos no jornal O Globo, os dados do estudo “Mapa da Violência 2010” mostram que a maioria das mortes está relacionada com mulheres com quem tiveram ligações afectivas.
As principais vítimas são mulheres entre os 18 e os 30 anos (40%), e nos casos de agressões em ambiente familiar – quase todos -, os filhos são quase sempre testemunhas da violência.
No total, o estudo registou a morte de 41.532 jovens e mulheres adultas entre 1997 e 2007, período onde, de acordo com a Secretaria brasileira e Políticas para as Mulheres, houve um aumento de cem por cento de denúncias de violência contra as mulheres.
Estes números colocam o Brasil no 12.º lugar entre os países que registam mais óbitos de mulheres.
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As principais vítimas são mulheres entre os 18 e os 30 anos (40%), e nos casos de agressões em ambiente familiar – quase todos -, os filhos são quase sempre testemunhas da violência.
No total, o estudo registou a morte de 41.532 jovens e mulheres adultas entre 1997 e 2007, período onde, de acordo com a Secretaria brasileira e Políticas para as Mulheres, houve um aumento de cem por cento de denúncias de violência contra as mulheres.
Estes números colocam o Brasil no 12.º lugar entre os países que registam mais óbitos de mulheres.
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