segunda-feira, 12 de julho de 2010

o que os psicanalistas dizem sobre a violencia

sábado, 17 de novembro de 2007
Violência e Psicanálise

Temos acompanhado estarrecidos a violência cada vez maior à nossa volta.

Requintes de crueldade bestiais, culminando quase sempre com a morte das vítimas indefesas.

Essa mesma banalização da morte, onde queimar corpos, dizimar famílias, o uso de armas de fogo sofisticadas, a disseminação da droga, choca-nos profundamente.

Mais recentemente, a criança de seis anos, que morreu arrastada pelo carro roubado por marginais, presa ao cinto de segurança.

Não há palavras que cubram ou possam explicar tais ações. Diante desse "real" dos fatos, resta-nos apenas um absurdo inexplicável, que está totalmente fora da lógica que aprendemos como social.

Escrever sobre o assunto aqui, nesse gigantesco laço social que é a Internet, é um desejo de compartilhar com os amigos a busca de um sentido qualquer para o que ora vivenciamos.

Vamos passo a passo:

-Desde criancinhas, já temos presentes pulsões sexuais circulando por nossos corpos. A busca de satisfação dessas pulsões é constante, a obtenção do prazer, não importa por que meios.

-Estruturalmente, instaura-se uma lei simbolica para nós, que a psicanálise denomina Nome-do-Pai, lei esta, que vem interditar a obtenção desse prazer maior, tornando-nos aptos a circular no que acima denominei de social.

-Circular nesse social, quer dizer, fazer uso da palavra, pertencer a um discurso que possa nomear nossos desejos outros, já que a satisfação completa, fica para sempre perdida a partir da interdição, da lei.

-É a partir daí, que se faz possível conviver, trabalhar, amar, enfim, organizar os grupos sociais de uma forma "aceitável".

-O não comprometimento com essa lei, o Nome-do-Pai, implica na psicose. A saber, são os sujeitos que se situam fora de um discurso. Para eles, não houve a interdição, não houve o corte fundamental que os introduzisse nos tais laços sociais.

-Não precisa ser necessariamente o próprio pai do sujeito, a figura a vir instaurar essa lei. Basta apenas que seja alguém evocado pela figura da mãe, um nome suficientemente forte e capaz de se interpor à obtenção do prazer maior.

-Esse Nome-do-Pai é continuamente simbolizado na sociedade, através da figura de dirigentes, juízes, autoridades em geral. Eles estão sempre presentes, lembrando-nos que há barreiras, há proibições, há interdições, há coisas que não podemos fazer.

O que temos observado porém, é que essas figuras têm sido falhas, ausentes, não suficientemente fortes para fazer valer os contornos dos limites permitidos.

O PAI biológico não tem podido estar presente à criação de seus filhos. Por motivos sociais inúmeros, que não nos cabe aqui ressaltar.

A nação tem estado à deriva, sem um PAI, sem a LEI.

Os partidos políticos representariam ao povo, o PAI acessível, o PAI interlocutor, dividindo a célula grande (o país) em pequenas células (os partidários eleitores).E lá, numa instância maior, fariam se representar em nossas reinvindicações e desejos, em suma, em nosso bem estar e seguranças.

O que vivenciamos ultimamente não está apenas aquém disso, mas sim, estamos absolutamente abandonados à própria sorte (violência, miséria, etcs).Falta-nos esse PAI, falta-nos a proteção, a credibilidade, e o pior, a própria figura de um chefe/imagem identificatória de cidadania e respeito. A horda vai se formando de SEM LEI, SEM TERRA, SEM TUDO, e se avoluma.

Uma grande psicanalista francesa, Collete Soller, já se referiu ao termo: "UMA MASSA ESQUIZOFRENIZADA".Nossa indignação e o não entendimento, provêm certamente do que me referi acima: tentamos entender no registro simbólico (fomos submetidos à lei), dentro de um discurso outro, totalmente incompreensível a "bestas" enfurecidas.

Estamos impotentes, simplesmente porque o famoso olho-por-olho ou dente-por-dente não cabe no nosso discurso socializado.
Nem Freud explica: Psicanalistas divergem sobre o caso Bruno
Profissionais ouvidos pela reportagem do iG tentam explicar frieza do goleiro Bruno que, mesmo detido, pensava na Copa de 2014

Valmir Moratelli, iG Rio de Janeiro | 09/07/2010 15:11

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Em conversa informal gravada pela TV Globo, na noite desta quarta-feira (7), Bruno lamentou por achar que estará fora da Copa do Mundo de 2014, a ser realizada no Brasil. A conversa com o amigo Luiz Henrique Romão, conhecido como Macarrão, foi gravada na Polinter do Andaraí, no Rio. “Agora eu acho que as coisas ficaram mais difíceis. No Brasil, se eu tinha a esperança de disputar a Copa de 2014, acabou. Isso sou eu falando”, disse ele, parecendo estar alheio às acusações de ser o mandante do assassinato de Eliza Samudio.



Foto: Gazeta Press

Bruno descansa durante sessão de treinamentos do Flamengo no dia 27 de junho deste ano, dias antes de ser afastado pelo clube



A pedido da reportagem do iG, psicanalistas analisaram a situação para tentar entender a aparente frieza com que Bruno parece lidar com o crime que chocou o Brasil. É importante ressaltar que, aos olhos da Justiça, até o momento, Bruno é apenas suspeito de participação em um crime. A polícia no Rio concluiu o inquérito sobre o desaparecimento de Eliza, mas a de Minas Gerais ainda não encerrou o seu. Por isso, ainda não há um processo na Justiça.

Ainda que ressalte que só analisa o goleiro através de situações que a mídia traz à tona, o psiquiatra e psicanalista Luiz Alberto Py afirma que ele se enquadra em um típico quadro de psicopatia. “Na frase em que fala sobre Copa do Mundo, é uma clara demonstração de que estava apenas preocupado com o problema dele. Há uma mulher morta, que seria sua ex, ele sendo acusado... E ele tem a cara de pau de dizer isso? E a frase anterior (dita dias antes), de que torce para que ela apareça? É um típico caso de psicopatia. Todos são iguais, achando que está tudo bem”, diz.

O psicanalista explica que o psicopata usa valores próprios para argumentar suas ações. O que, para o meio médico, é considerado “loucura moral”. Segundo ele, essas pessoas não são loucas clinicamente, mas fazem coisas em nome do bem estar pessoal. “Ele não usa valores da sociedade, mas valores pessoais que considera normais, na linha ‘que se dane o resto’”, explica Py. Segundo ele, Bruno parece não se importar com a situação. “A pessoa, com tal característica mental, nesta situação não sofre. O sofrimento dele é ser pego. Enquanto não é pego, não perde o sono, não tem insônia, não tem pesadelo”, diz.

Cinismo como parâmetro

Francisco Daudt não se assusta com o fato de Bruno ficar preocupado com a participação na Copa de 2014, mesmo estando numa delegacia, acusado de um crime. “Se um cara desses aparentasse arrependimento ou estado horrorizado, eu ficaria mais preocupado com sua saúde mental. Seria uma grande quantidade de cinismo. Me soa mais razoável que ele se mantenha equilibrado”, afirma Daudt. Para o psicanalista, esta relativa normalidade que Bruno tenta passar tem a ver com a sua formação. “O sujeito é treinado em outra realidade desde criança. Quando adulto, ele pode argumentar dizendo que, de onde vem, isso é normal se resolver assim”, continua ele, autor de livros como “O Amor Companheiro”, entre outros.

Mas Daudt faz um alerta. “Bruno quer nos passar na conversa, porque ele quer safar sua pele. Qualquer coisa que ele faça é para isso, a prerrogativa do prisioneiro é tentar escapar. Não acho nada de extraordinário ele bancar a naturalidade. Na cabeça dele, assim vai mostrar que está tudo sob controle, que não é culpado de nada”, diz.
Outro psicanalista, Alberto Goldin também encara a possibilidade de Bruno no envolvimento do sumiço de Eliza como sendo um crime de questão social. “É muito mais um crime com fundamento social do que psicológico, por isso não vejo como quadro psicótico. No caso psicológico, a questão passa por um pré-julgamento da consciência dele. No caso social, ele resolve o problema como se fosse numa favela”, compara.

Mente sem cura

Tanto Goldin quanto Luiz Alberto Py convergem em opiniões ao afirmar que um quadro como este é de difícil resolução. Para Alberto Goldin, não há cura. “Não há como tratar uma mente com uma formação cultural dessa característica. É um problema irresponsável, primário, é obvio que ele faz podendo até pensar nas conseqüências, mas isso não é determinante para que ele evite cometer”, diz.

Já Luiz Alberto Py encara a cadeia como única saída, para casos como este. “É difícil manter o controle, só com forte ameaça. Quando pessoas assim se sentem correndo o risco é que param. Por isso que existe cadeia, para segurar pessoas que não têm condições morais de viver junto com outros”, afirma.

Outros envolvidos

Segundo depoimentos já informados pela própria polícia, há pelo menos outros sete envolvidos no sumiço de Eliza Samudio. Para Daudt, o fato de haver vários integrantes no crime só reforça sua tese. “Pelo que entendi, ele não teria feito isso sozinho, mas com um grupo de pessoas. É uma coisa meio faroeste, justiça com as próprias mãos. É aquela coisa de um líder mandar e os outros obedecerem, por terem uma cultura não civilizada. Por serem todos do mesmo meio”, afirma.

É o que Goldin classifica como “solidariedade”. “Isso é forte quando se tem um caso de questão social. Se tem outros envolvidos, é a questão da solidariedade entre amigos em torno dele que prevalece. Infelizmente dessa forma tão brutal. Penso que uma pessoa com um pouco mais de instrução saberia da responsabilidade que estava assumindo”, diz o psicanalista.


*

entenda o caso bruno

Saiba quem é quem no desaparecimento de Eliza Samudio
Conheça todos os personagens do crime que teria sido arquitetado por Bruno

iG Rio de Janeiro | 08/07/2010 15:14

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Eliza Samudio

Ex-modelo com quem Bruno teve um relacionamento extraconjugal, iniciado em maio de 2009. Está desaparecida desde o início de junho. Ela lutava na Justiça para que o goleiro do Flamengo reconhecesse a paternidade de seu filho de quatro meses. Um adolescente de 17 anos, primo de Bruno, que confessou ter participado do sequestro de Eliza, disse que a jovem está morta. Em outubro do ano passado, a jovem já havia registrado queixa na Delegacia de Atendimento à Mulher contra Bruno. Ela teria sido agredida pelo jogador e obrigada a tomar uma bebida abortiva.

Bruno Fernandes

Goleiro do Flamengo indiciado pela Justiça como o mandante do sequestro de Eliza Samudio. Ele se entregou à polícia na tarde do dia 7 de julho, com o amigo Luiz Henrique Ferreira Romão, mais conhecido como “Macarrão”. Segundo a polícia, Bruno teria levado Eliza, na companhia de amigos, para ser executada. O goleiro é casado com Dayanne Souza, com quem tem duas filhas. O atleta foi afastado do restante do elenco do Flamengo no dia 28 de junho.

Luiz Henrique Ferreira Romão

Amigo de infância e funcionário de Bruno, mais conhecido como Macarrão. Foi indiciado pela Justiça como um dos executores do sequestro de Eliza Samudio. Ele levou a jovem e o filho dela do Rio para a região metropolitana de Belo Horizonte – onde a ex-modelo foi mantida em cárcere privado e, depois, morta. Ele se entregou à polícia com Bruno na tarde do dia 7 de julho.

J.

Adolescente de 17 anos, primo de Bruno. A partir de seu depoimento, no dia 6 de julho, as investigações tomaram novo rumo. A polícia chegou ao rapaz após uma denúncia feita por seu tio à Rádio Tupi. O menor de idade confessou em seu depoimento que participou do sequestro, junto com Macarrão. No carro, durante uma confusão, teria dado coronhadas com uma pistola na cabeça de Eliza, deixando-a desacordada.

J.C

Tio do adolescente J., o motorista de ônibus concedeu uma entrevista à Rádio Tupi revelando que seu sobrinho estava envolvido no desaparecimento de Eliza. Deu detalhes sobre o sequestro e a morte de Eliza, causando uma reviravolta no caso.

Dayanne Souza

Mulher do goleiro Bruno, com quem tem duas filhas. Foi presa no dia 7 de julho, em Belo Horizonte. Dayanne entregou o filho de quatro meses de Eliza para terceiros, no dia 24 de junho, quando a polícia de Minas Gerais recebeu a denúncia de que a jovem teria sido assassinada no sítio de Bruno. A mulher de Bruno disse que entregou a criança para conhecidos a pedido de Macarrão.

Wemerson Marques

Funcionário do sítio de Bruno, mais conhecido como “Coxinha”. Teve a prisão decretada pela Justiça de Minas Gerais no dia 7 de julho. Ele recebeu o filho de Eliza das mãos de Dayanne na rodovia BR-040 (Belo Horizonte-Sete Lagoas) e o repassou a um terceiro.

Flávio Caetano de Araújo

Acusado de levar o filho de Eliza, de quatro meses, para uma senhora no bairro Liberdade, periferia de Contagem, onde o bebê foi encontrado no dia 26 de junho. Flávio teve a prisão decretada pela Justiça de Minas Gerais no dia 7 de julho.

Sérgio Rosa Sales

Funcionário do sítio de Bruno. Teve a prisão decretada pela Justiça de Minas Gerais no dia 7 de julho. De acordo com o depoimento do adolescente de 17 anos, primo do goleiro do Flamengo, Sérgio vigiou Eliza quando ela chegou ao sítio do atleta em Esmeraldas, Região Metropolitana de Belo Horizonte (MG). Sérgio também teria obrigado a jovem a ligar para uma amiga de São Paulo e dizer que estava tudo bem, caso contrário, morreria.

Elenilson Vítor da Silva

Administrador do sítio de Bruno, em Esmeraldas, Região Metropolitana de Belo Horizonte (MG). Teve a prisão decretada pela Justiça de Minas Gerais no dia 7 de julho. Elenilson disse à polícia no dia 27 de junho, quando foram realizadas buscas na propriedade do goleiro, que não tinha visto Eliza Samudio por lá. Dias depois, ele voltou atrás e confirmou que a jovem e o filho de quatro meses eram mantidos em um quarto praticamente durante o dia inteiro. Elenilson disse ainda que ele era a pessoa que levava comida para Eliza e o bebê.

Marcos Aparecido dos Santos

Ex-policial civil de Minas Gerais, conhecido como Neném, Bola e Paulista. Ele é apontado pela polícia como o homem que matou Eliza Samudio por asfixia. O crime teria acontecido em sua casa, no município de Vespasiano, Região Metropolitana de Belo Horizonte (MG). Segundo investigações, após o assassinato, Neném teria esquartejado o corpo de Eliza e jogado alguns pedaços para cães da raça rotweiller.

Luiz Carlos Samudio

Pai de Eliza. Viajou para Belo Horizonte quando o desaparecimento da filha passou a ser divulgado na mídia. Lá, conseguiu a guarda do neto, de quatro meses, quando o bebê foi encontrado, no dia 26 de junho. Da capital mineira, seguiu para Foz do Iguaçu (PR), onde mora. No dia 8 de julho, Luiz Carlos perdeu a guarda do neto para a ex-mulher, Sônia Fátima Moura. Ele responde a um processo por estupro de uma menor.

Sônia Fátima Moura

Mãe de Eliza Samudio. Conseguiu no dia 8 de julho a guarda provisória do neto de quatro meses. Sônia diz que deixou Foz de Iguaçu, em 1994, anos depois de se separar de Luiz Carlos. Sônia mora atualmente em Mato Grosso.

Edson Moreira

Chefe do Departamento de Investigações da Polícia Civil de Minas Gerais. Delegado responsável pelas investigações do desaparecimento de Eliza Samudio.

Michel Assef Filho

Advogado do Flamengo. Defendeu o goleiro Bruno por um período, por se tratar de um atleta do clube. Quando o Flamengo suspendeu o contrato com o jogador, no dia 8 de julho, Michel Assef Filho se afastou do caso.

Ércio Quaresma

Advogado de Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão. Passou a defender Bruno, quando Michel Assef Filho abandonou o caso.

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o



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lei maria da penha

Lei Maria da Penha: um compromisso para a Justiça brasileira - Valéria Pandjiarjian - Site Campanha dos 16 Dias
A história de vida de Maria da Penha, comum a de tantas mulheres que levam no corpo e na alma as marcas visíveis e invisíveis da violência, tornou-a protagonista de um litígio internacional emblemático para o acesso à justiça e a luta contra a impunidade em relação à violência doméstica contra as mulheres no Brasil. Ícone dessa causa, sua vida está simbolicamente subscrita e marcada sob o nome de uma lei.

A Lei Maria da Penha representa inegável avanço na normativa jurídica nacional: modifica a resposta que o Estado dá à violência doméstica e familiar contra as mulheres, incorporando a perspectiva de gênero e direitos humanos da Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra a Mulher (CEDAW) e da Convenção Interamericana para Prevenir, Punir e Erradicar a Violência contra a Mulher (Convenção de Belém do Pará); rompe com paradigmas tradicionais do Direito; dá maior ênfase à prevenção, assistência e proteção às mulheres e seus dependentes em situação de violência, ao mesmo tempo em que fortalece a ótica repressiva, na medida necessária; e trata a questão na perspectiva da integralidade, multidisciplinaridade, complexidade e especificidade, como se demanda que seja abordado o problema.

As leis são instrumentos para concretizar princípios, garantir direitos, fazer realidade nossa cidadania. Uma lei que abarca a violência doméstica contra as mulheres em ampla dimensão - e não a trata de maneira isolada, senão conectada a políticas públicas intersetoriais - tem múltiplos desafios. O maior deles, talvez: a mudança de olhar e atitude. Melhor não poderia ser, pois, a convocatória de 2008 para a Campanha dos 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra a Mulher: “Há momentos em que sua atitude faz a diferença. Lei Maria da Penha. Comprometa-se”.

Em dois anos de vigência da lei, o processo de sua implementação ainda está só começando, com avanços, obstáculos e desafios. A mudança estrutural nas dinâmicas institucionais e em comportamentos culturais que a lei reflete e invoca não se opera em curto prazo. Mas urgem atitudes de comprometimento com a lei, por parte de distintos atores, que fazem e farão a diferença. Hoje, chamemos ao compromisso ao menos um ator em especial: o Poder Judiciário, particularmente o Supremo Tribunal Federal.

Em virtude da controvérsia judicial que se instalou no país sobre a aplicação da Lei Maria da Penha, com decisões que afirmam tanto a inconstitucionalidade, como a constitucionalidade da lei, o Presidente da República ingressou, em dezembro de 2007, com Ação Declaratória de Constitucionalidade (ADC/19) perante o Supremo Tribunal Federal (STF), com o fim de obter a declaração de constitucionalidade dos artigos 1º, 33 e 41 da lei, por entender que a mesma não viola: o princípio da igualdade entre homens e mulheres (art. 5º, I, CF); a competência atribuída aos Estados para fixar a organização judiciária local (art. 125 § 1º c/c art. 96, d, CF) e a competência dos juizados especiais (art. 98, I, CF). Corretíssima interpretação constitucional. Atitude de comprometimento jurídico-político na iniciativa presidencial.

Atitude de comprometimento, ainda, do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, que na referida ação ingressou com Amicus Curiae (“Amigo da Corte”) em defesa da constitucionalidade da Lei Maria da Penha; assim como, no marco do 25 de novembro, Dia Internacional da Não-Violência contra a Mulher, da mesma forma o fazem Cladem/Brasil (Comitê Latino-americano e do Caribe para a Defesa dos Direitos da Mulher) junto com as organizações que o integram: Themis -Assessoria Jurídica e Estudos de Gênero, Ipê - Instituto para a Promoção da Equidade e Instituto Antígona.Qual será, pois, a atitude de comprometimento da cúpula da Justiça brasileira para com a lei nesse contexto, considerando-se ainda haver 83% de aprovação à lei pela população (pesquisa Ibope/Themis)?

Por ocasião do evento público de reparação material (pagamento de indenização) e simbólica (pedido de desculpas) do governo do Ceará à Maria da Penha (07.07.08), em cumprimento às recomendações da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (Informe 54/2001), Maria da Penha afirmou: “Estou muito feliz por receber essa indenização, mas minha maior alegria segue sendo a existência da Lei 11.340/06, chamada Lei Maria da Penha, que me permite dividir com cada mulher que sofre violência nesse país. É ela que garante que a dignidade da mulher exige respeito e que transforma a violência contra a mulher em crime contra os direitos humanos”. E apontou: “há muito que se fazer para resgatar a dívida histórica para com as mulheres”, indicando investimentos a serem feitos para a “desconstrução da cultura machista”, com a correta aplicação da Lei Maria da Penha.

A declaração de constitucionalidade da Lei Maria da Penha pelo STF representará, assim, não só legítimo direito constitucional das mulheres - à igualdade, à não-discriminação e a viver livre de violência – mas também expressão simbólica de resgate dessa dívida histórica. Direito constitucional que merece, ainda, ser objeto de uma súmula vinculante, afirmando-o como jus cogens (norma imperativa), pois assim o são os direitos de igualdade e acesso à justiça em âmbito nacional e internacional, conforme entendimento da Corte Interamericana de Direitos Humanos. Razão maior para que o órgão máximo da Justiça brasileira reconheça a constitucionalidade da lei e seu caráter de imperatividade, pondo fim à violência institucional que, por ação ou omissão, tolera e perpetua a violência doméstica e familiar contra as mulheres como sistemática violação aos direitos humanos no país. Em outras palavras... Lei Maria Penha: STF, Comprometa-se!

* Valéria Pandjiarjian: 39; é advogada feminista, responsável pelo programa de litígio internacional do Cladem (Comitê Latino-americano e do Caribe para a Defesa dos Direitos da Mulher). Membro do Cladem/Brasil desde 1992; integra também a fundação e o conselho de várias organizações de mulheres no país.

---Este artigo foi publicado originalmente no site da Campanha 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres, em novembro/2008.
Mais artigos publicados pelo site da Campanha:

* Femicídio
* Feminicídio ao vivo – o que nos clama Eloá
* Escute: Comprometa-se
* O medo rompe as barreiras do silencio e invade o poder judiciario

o que bullyng tem a ver com a violencia da mulher?

Violência Escolar / Bullying - Presentation Transcript

1.
2. Fizemos 4 entrevistas: A uma Funcionária; À Dr.ª Psicóloga Lara; À Directora de Turma do 5ºB; & À Subdirectora do Agrupamento de Escolas de Penalva do Castelo
3. Entrevistas
4. Funcionária
5. Já ouviu falar em Bullying? Para si o que significa o Bullying? Sim, significa violência e agressividade entre alunos no meio escolar. É frequente haver casos de Bullying na nossa escola? Com frequência na nossa escola não. Na nossa escola existe discriminação dos alunos mais velhos em relação aos mais novos? Penso que não.
6. Que papel poderão desempenhar os funcionários na prevenção ou apaziguamento desta situação na comunidade escolar? O papel do funcionário é infelizmente caso esteja presente é encaminhar a situação ao professor para que este possa agir de imediato. Acha que a nossa escola possui recursos humanos capazes de contrariar este problema? Sim, tendo eles o conhecimento das situações. No seu trabalho de funcionária já teve de lidar com algum caso de Bullying? Sim, mas o caso foi resolvido entre professor e encarregados de edução dos alunos.
7. Dr.ª Psicóloga Lara
8. No seu trabalho de psicóloga, já teve de lidar com algum caso de Bullying? Sim, várias vezes em várias escolas. No seu entender quais são as principais causas do Bullying nas escolas? Existir uma grande taxa de crianças com comportamentos disruptivos, vindos de problemas de ansiedade auto-estima, de pressão e falta de regras e limites no meio familiar.
9. Qual é o trabalho que um Psicólogo desempenha na escola para ajudar a ultrapassar este fenómeno? Sensibilizar e prevenir. E os pais? Em que medida os pais podem intervir na prevenção/ resolução para esta situação? Os pais são a base fundamental para a prevenção desta situação. É no núcleo familiar que se aprende os modelos comportamentais. Deveram estar presentes na vida dos filhos, e impondo regras e limites com amor. Acha que os casos de Bullying deveriam ser divulgados? Sempre e deveriam ser punidos.
10. D.T do 5ºB
11. Para a senhora Professora o que é o Bullying? É a violência física e ou psicológica que se faz de forma repetida sobre alguém ou grupo, geralmente mais fraco que o agressor. Nas suas direcções de Turma, teve conhecimento de ter havido algum caso de Bullying? Houve um caso que surgiu de um aluno que era violentado pelos familiares e, na escola, tentava fazer aos outros o que lhe faziam a ele.
12. Se sim, teve de interferir o órgão de gestão da escola? Sim, o órgão de gestão interferiu, o aluno foi suspenso da escola durante uma semana. Durante este ano lectivo já teve de lidar com algum caso de Bullying? Houve alguns casos de violência, mas esporádicos. No seu entender como será possível evitarem-se situações de violência na escola? A violência (a atitude) vem muitas vezes já do crescimento do aluno que foi feito com base na visualização de filmes violentos, sem que os pais, regulassem essa situação. Na escola, será o local ideal para ver e comentar filmes que ajudem o aluno a crescer com valores positivos (a verdade, a paz o amor, a rectidão).
13. Sub- Directora do Agr. Escolas Penalva do Castelo
14. Já tomou conhecimento de algum caso de violência na escola, durante no seu mandato? Sim. Se sim, que procedimentos toma a escola quando há casos de violência entre alunos? Depende do grau de violência, se é muito grave, faz-se um conselho de turma disciplinar, se não é muito grave passa por uma representál oral ou escrito ao aluno. Qual o tipo de violência mais frequente na nossa escola? Violência verbal. Quais os locais onde ocorrem mais? Nos recreios. As vítimas de agressão foram maioritariamente do sexo Masculino ou Feminino? Masculino.
15. Os agressores foram maioritariamente do sexo Masculino ou Feminino? Masculino. Quais as medidas adoptadas em caso de violência? Repreensão; aplica ç ão de pena ligeira ( servi ç o atribu í do ao aluno, como: ajudar os auxiliares de ac ç ão educativa; ler durante os intervalos na Biblioteca … ) A nossa escola tem estrat é gias de preven ç ão para evitar a violência no meio escolar? Sim, forma ç ão de toda a comunidade educativa; as aulas de Forma ç ão C í vica, tamb é m para alertar os alunos desta tem á tica. Existe algum programa de interven ç ão conjunta com a Escola Segura? Em que consiste? Sim, colabora ç ão estreita com a for ç a de seguran ç a no sentido de sensibilizar para o acto de violência e preveni-la. No decurso do seu mandato considera que os casos de violência e agressividade na escola aumentaram, diminu í ram ou mantiveram-se? Mantiveram-se.
16. Conclusão Nunca pensamos que o Bullying fosse tão conhecido na nossa Escola, e também nunca pensamos que fosse praticado na nossa escola.
17.
18.

+ serrano1serrano1 , 4 months ago

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caso bruno

Dez mulheres são mortas por dia no Brasil
Média assustadora tem como base estatísticas do Sistema Único de Saúde

POR DIEGO BARRETO

Rio - O desaparecimento de Eliza Samudio e o relato de seu assassinato com requintes de crueldade reacenderam a discussão em torno dos altos índices de violência contra a mulher no Brasil. O País ostenta a assustadora média de 10 mulheres mortas a cada dia. De acordo com o Mapa da Violência no Brasil 2010, elaborado pelo Instituto Zangari com base em estatísticas do Sistema Único de Saúde, mais de 41 mil mulheres foram assassinadas aqui entre 1997 e 2007.
Foto: Reprodução Internet
Eliza, grávida, numa praia: foto é guardada como recordação pelo pai | Foto: Reprodução Internet

No Rio de Janeiro, o Dossiê Mulher 2010, divulgado pelo Instituto de Segurança Pública em maio, revelou que houve 371 vítimas do sexo feminino mortas no estado, em 2009. Diariamente, 128 mulheres foram alvo de ameaça, enquanto, por mês, 44 sofreram tentativas de homicídios. Na maioria dos casos, a vítima conhecia ou era parente do agressor.

violencia contra a mulher

Brasil
Uma mulher assassinada a cada duas horas
12 | 07 | 2010 15.17H

Uma mulher morre a cada duas horas no Brasil, vítima de assassinato, denuncia a organização não governamental brasileira Instituto Sangari sendo que a maioria das mortes está relacionada com violência familiar.
Rui Alexandre Coelho | rcoelho@destak.pt

Públicos no jornal O Globo, os dados do estudo “Mapa da Violência 2010” mostram que a maioria das mortes está relacionada com mulheres com quem tiveram ligações afectivas.

As principais vítimas são mulheres entre os 18 e os 30 anos (40%), e nos casos de agressões em ambiente familiar – quase todos -, os filhos são quase sempre testemunhas da violência.

No total, o estudo registou a morte de 41.532 jovens e mulheres adultas entre 1997 e 2007, período onde, de acordo com a Secretaria brasileira e Políticas para as Mulheres, houve um aumento de cem por cento de denúncias de violência contra as mulheres.

Estes números colocam o Brasil no 12.º lugar entre os países que registam mais óbitos de mulheres.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

porue isso!

O goleiro Bruno é perigoso para a sociedade
Sidney Rezende | Sidney Rezende | 30/06/2010 10h29

O título deste post é uma afirmação categórica e chocante. Reconheço.

Antes que me acusem de estar julgando sem provas, me permitam justificar meu argumento antes de uma definição precipitada do leitor. Até porque sou um dos jornalistas brasileiros que mais criticam a maneira como a imprensa se apressa em julgar e condenar, sem ter autoridade para isso.

O caso policial que coloca o goleiro do Flamengo na berlinda já é, disparado, o assunto que desperta mais interesse do brasileiro, mais até do que o desempenho da nossa seleção na Copa da África do Sul. Portanto, temos o dever de informar e refletir sobre o tema.

Das cinco reportagens mais lidas do SRZD, três delas tratam do assunto. A ver:

Amiga diz que Eliza Samudio era ameaçada por Bruno, segundo jornal

Caso Bruno: contatos telefônicos indicam que Eliza esteve em MG antes de sumir

Bruno: 'Sou inocente. Ainda vou rir disso tudo'

Presidente da Liga mantém suspense sobre os pares para o sorteio do Grupo Especial

Muitos trabalhadores ainda não pegaram o Abono Salarial

Mas por que Bruno é perigoso? Eu explico.

Ele é um ser humano que acha natural um marido bater na mulher ou um namorado dar uns tapas na parceira. Bruno disse isso no dia Internacional da Mulher. E ainda desafiou os homens presentes: "Quem nunca fez isso?".

Embora não estivesse lá para responder na cara dele, já vou logo avisando que eu nunca fiz isso. Fui educado com a máxima de que "um cavalheiro não bate numa dama nem com uma rosa".

Bruno pediu desculpas, é verdade. Mas é isso que ele pensa no seu íntimo.

Pois bem, Bruno considera esta prática algo corriqueiro. Na verdade, não é. Mesmo que ouçamos dizer das brigas e desentendimentos entre casais que são usuais, e algumas até extrapolam o aceitável.

Bem, depois disso Bruno se mete numa enrascada com uma ex-namorada ou amante chamada Eliza Silva Samudio, de 25 anos. E conduz muito mal o processo.

Da relação com Eliza, ela garante que o filho que surge do amor de ambos é dele. Bruno se nega a reconhecer a paternidade e cogita, falsamente, que aceitaria fazer um teste de DNA. Isso ele o faz para a mãe da criança, hoje desaparecida.

Para a atual esposa e parentes, o goleiro escondeu o caso extraconjugal que redundou no nascimento da criança.

Mais adiante, segundo a polícia, Bruno marca no seu sítio para resolver a pendenga com a ex-namorada, sem advogados, sem testemunhas, aparentemente arma uma arapuca. Esta é a suspeita dos investigadores. Esta seria a sua intenção, sim.

Quanto ao bebê, por vias das dúvidas, que se chama Bruno também, o provável pai o trata de "Ryan". Qualquer ligação com seu nome não seria bom para a carreira, deve ter pensado.

A seguir, Eliza Silva Samudio desaparece e Bruninho, também. O bebê reaparece com a esposa atual do goleiro e ela diz que amigos deixaram a criança com ela. Por que?

E, finalmente, o goleiro do Flamengo que fugiu da imprensa como diabo da cruz e que evitou se defender publicamente como qualquer pessoa sem culpa faria diz que é "inocente e que um dia vai rir disso tudo".

Rir disso tudo?!?!?! Como assim? Rir do que?

O goleiro Bruno do Flamengo é muito perigoso para a sociedade e para todos que o cercam.

Eliza Samudio está viva ou morta?

como pode tanta maldade

Polícia procura corpo de Eliza em uma lagoa

Folha de S.Paulo e Agências

BELO HORIZONTE -- Após mais de três horas de buscas pelo corpo da estudante Eliza Samudio, 25 anos, ex-namorada do goleiro Bruno, em uma lagoa no município de Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana da capital mineira, as polícias Militar e Civil, além do Corpo de Bombeiros, não localizaram o corpo da jovem, ou mesmo pistas que pudessem levar a ele.

A busca na Lagoa Suja, como é conhecido o local, teve início por volta das 9h de ontem, e às 12h30 a assessoria dos Bombeiros revelou não ter encontrado nada. A corporação informou que foram utilizados barcos a motor para tentar encontrar um corpo, que poderia ser de Eliza. A ex-namorada de Bruno, que tentava provar na Justiça a paternidade de seu filho, está desaparecida há quase um mês.

Segundo João Luiz Ramos, tenente-coronel do Corpo de Bombeiros, não foi possível utilizar mergulhadores na busca porque o lago, que chega a ter pontos de até sete metros de profundidade, é poluído, com risco iminente de contaminação.

Depois de verificar dentro da lagoa, os policiais, juntamente com os bombeiros, fizeram uma busca ao redor do local, sendo auxiliados por cachorros, em uma mata. Essa tentativa também não conseguiu encontrar nenhum indício da presença do corpo de Eliza ou de objetos que pudessem remeter a ida da estudante ao local.

O pai de Eliza, Luiz Carlos Samudio, também está em Belo Horizonte. Ele participou, no início da tarde de ontem, na TV Alterosa, de uma edição especial do programa "TV Verdade", dedicada exclusivamente ao caso do desaparecimento de sua filha. Em alguns momentos, ele não segurou as lágrimas ao falar que sua maior prioridade no momento é encontrar a sua filha "do jeito que ela estiver". "Eu quero ela de volta", destacou.

Entenda o caso
O desaparecimento de Eliza está sendo investigado desde o dia 24 de junho, como provável homicídio e ocultação de cadáver. Na ocasião, a polícia recebeu denúncia anônima informando que Eliza teria sido espancada até a morte no sítio do goleiro, no Condomínio Turmalina, em Esmeraldas, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

A última notícia de Eliza Samudio teria sido dada em 9 de junho, quando uma testemunha disse à Polícia Civil mineira que conversou com a estudante, por telefone. A estudante revelou a essa amiga que estava em um hotel em Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A polícia informa ainda ter testemunha que comprova que Eliza, o filho, de quatro meses, e Bruno estiveram juntos no sítio do goleiro do Flamengo no início do mês.

violencia contra a mulher

Caso Eliza
Mulheres brasileiras são assassinadas e um caso famoso vem à tona

por Paula Silva

De acordo com o Mapa da Violência no Brasil 2010 - 4,2 mulheres em cada 100 mil são assassinadas no país. Recentemente um caso chama a atenção da mídia e da opinião pública. Eliza Samudio, ex-namorada do famoso jogador do Flamengo Bruno preenche os noticiários e traz à tona uma questão gritante no cotidiano e que ainda nos envergonha muito, típico de uma sociedade machista: a violência contra mulheres.

Campanhas diversas orientam as vítimas de agressão a denunciar em qualquer delegacia ou nas criadas especificamente para este fim. Mas até que ponto essas mulheres são ouvidas, os casos investigados e os culpados punidos? Utilizando como exemplo o atual caso famoso, notemos que a própria Eliza foi ao Jornal Extra denunciar agressão e ameaças do ex, o tal goleiro famoso, registrou a ocorrência em uma delegacia e teve material biológico colhido para exames. Naquele momento seu alerta mal foi ouvido.

Agora o caso resultou em uma situação irreversível. Hoje Eliza, provavelmente já morta, tem o holofote da imprensa sobre o seu caso e a polícia mobilizada; mas pode ser tarde demais. A garota já está morta, esquartejada e enterrada de acordo com investigações da polícia. Irresponsavelmente a Revista Veja que tem o caso como sua atual capa levantou um perfil que beira o ridículo para o momento, ressaltando características psicológicas da vítima como sendo uma pessoa com transtornos psicológicos, que ameaçava o jogador e ainda apresenta argumentos na tentativa de depreciar a imagem de Eliza, que agora não pode se defender (como se tivesse sido julgada e considerada culpada), apresentando uma garota promíscua, “maria chuteira”, que atuou como atriz de um filme pornô... e...? Nada justifica ou justificará a sua morte por motivo tão torpe.

O fato é que os culpados devem ser julgados e se as suspeitas se confirmarem o goleiro Bruno e seus cumplices devem ser punidos, fazendo com que a lei prevaleça. Nenhum famoso pode estar acima da lei. Ninguém deve estar acima da lei, muito menos um famoso que, pelo contrário, deve servir de exemplo aos demais.

Que seja feita a Justiça, que as mulheres seja respeitadas, conscientizadas de seus direitos e que as delegacias de fato justifiquem a sua existência que é para apoiá-las e protegê-las no momento em que elas precisem erguer suas mãos em busca de socorro.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

violencia

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
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O tema da violência tem sido muito constante nas artes. Exemplo de uma pintura de Domenico Zampieri

Violência é um comportamento que causa dano a outra pessoa, ser vivo ou objeto. Invade a autonomia, integridade física ou psicológica e mesmo a vida de outro. É o uso excessivo de força, além do necessário ou esperado. O termo deriva do latim violentia (que por sua vez o amplo, é qualquer comportamento ou conjunto de deriva de vis, força, vigor); aplicação de força, vigor, contra qualquer coisa ou ente.

Assim, a violência diferencia-se de força, palavras que costuma estar próximas na língua e pensamento cotidiano. Enquanto que força designa, em sua acepção filosófica, a energia ou "firmeza" de algo, a violência caracteriza-se pela ação corrupta, impaciente e baseada na ira, que não convence ou busca convencer o outro, simplesmente o agride.

Existe violência explícita quando há ruptura de normas ou moral sociais estabelecidas a esse respeito: não é um conceito absoluto, variando entre sociedades. Por exemplo, rituais de iniciação podem ser encaradas como violentos pela sociedade ocidental, mas não pelas sociedades que o praticam.

violencia psicologica premeditada

Diversas causas externas ao indivíduo já foram propostas para explicar a violência física:

* Cultura moderna

A proposta de que a cultura moderna instiga à violência em relação a culturas indígenas ou pré-históricas é baseada na filosofia do bom selvagem de Rousseau e da "tabula rasa" de Locke. Foi descartada pela evidência de que essas sociedades eram proporcionalmente mais violentas que a nossa (Bamforth, 1994; Chagnon, 1996; Daly & Wilson, 1988; Ember, 1978; Chiglieri, 1999; Gibons, 1998; Keeley, 1996; Kingdon, 1993; Knauft, 1987; Krech, 1999; Wrangham & Peterson, 1996), praticando até canibalismo (Gibons,1997; Holden, 200).

* Violência na mídia

Já foram realizados diversos estudos sobre a relação entre violência na mídia e comportamento agressivo, mas até agora não há nenhuma evidência conclusiva dessa relação. A televisão e o cinema são apontados como irradiadores destes comportamentos, na medida em que poderiam influenciar um indivíduo ou grupo. (Fishhoff, 1999; Freedman, 1984; Freedman, 1996; Freedman, 2002; Renfrew, 1997).

* Acesso a armas de fogo

Não há nenhuma correlação observável entre o acesso a armas de fogo e violência, apesar desse instrumento tornar a violência mais efetiva e fácil. Análises estatísticas sugerem que a correlação pode ser até inversa (Lott, 1998).

* Discriminação e pobreza

Apesar de indícios de que esses fatores estejam mais relacionados a violência, não há uma correlação clara. Países com maior desnível sócio-econômico têm outros fatores culturais que também podem influenciar o nível de violência.

Retrato de Thomas Hobbes.

A ciência hoje conclui que a violência é determinada pela complexa combinação entre fatores externos e características inatas do ser humano:

* gênero

Os homens são mais violentos em praticamente todas as culturas; homens matam homens de 20 a 40 vezes que mulheres matam mulheres (Daly & Wilson, 1988), especialmente homens jovens entre 15 e 30 anos de idade (Daly & Wilson, 1988; Rogers, 1994; Wilson & Herrnstein, 1985).

* distúrbios de personalidade

Cerca de 7% dos homens jovens cometem 7% de delitos violentos repetidos (Wright, 1995). Avaliações psicológicas demonstram um perfil de personalidade distinto nesses indivíduos, que tendem a ser impulsivos, ter baixo nível de inteligência, ser hiperativos e com déficit de atenção (Holden, Science, 2000). Parte deles são considerados psicopatas (Hare, 1993; Lykken, 1995; Rice, 1997). Essas características emergem no início da infância, persistem ao longo de toda a vida e são em grande medida hereditários, embora de modo algum o sejam completamente (Pinker, 2004).

* Predisposição inata à violência

Em todas as culturas, brincadeiras violentas surgem espontaneamente, especialmente entre meninos, logo depois que as crianças começam a andar, com comportamento agressivo ocorrendo em cerca de metade deles aos dois anos de idade (Holden, Science, 2000).
Essa predisposição inata é facilmente explicável pela necessidade da seleção dessa característica durante a evolução da nossa espécie. Somos todos descendentes de indivíduos que souberam caçar efetivamente, que venceram a competição sexual, que sobreviveram a guerras tribais e a todos os aspectos da violência.

A violência cessa com a segurança de si mesmo, e esta segurança vem quando se tem plena consciência do que se possui. O homem seguro de si mesmo não briga jamais, pois não necessita pôr-se à prova ante nada nem ninguém. Como para uma briga se necessitam no mínimo dois contendentes, é evidente que, se um deles não quer brigar, não haverá briga. Esta é uma das características que fazem um indivíduo útil para a comunidade à qual pertence.

Um dos pensadores contemporâneos sobre o tema, Steven Pinker.

A partir da predisposição humana inata à violência, considera-se que a violência é um artifício efetivo bem resumida por Hobbes:

* "De modo que na natureza do homem encontramos três causas principais de contenda. Primeira, competição; segunda, difidência; terceira, glória. A primeira leva os homens a invadir pelo ganho; a segunda, pela insegurança; a terceira, pela reputação. Os primeiros usam da violência para assenhorar-se da pessoa, da esposa, dos filhos e do gado de outros homens; os segundos, para defendê-los; os terceiros, por bagatelas, como uma palavra, um sorriso, uma opinião diferente e qualquer outro sinal de menosprezo, seja direto em suas pessoas ou, por reflexo, em seus parentes, amigos, nação, profissão ou nome."
* A segunda causa, também chamada de armadilha hobesiana, explica por que a presença de um indivíduo, tribo ou nação agressiva instiga seus pares à violência, seja pela defesa ou de modo preventivo, para inibir a possibilidade de agressão (Pinker, 2004; Daly & Wilson, 1988; Glover, 1999; Horowitz, 2001)
* Segundo Pinker: "A análise de Hobbes (&) mostra que a violência não é um impulso primitivo e irracional, tampouco uma "patologia" (&). Em vez disso, ela é o resultado quase inevitável da dinâmica dos organismos sociais racionais movidos pelo auto-interesse".

Tipos de Violência

Embora a forma mais evidente de violência seja a física, existem diversas formas de violência, caracterizadas particularmente pela variação de intensidade, instantaneidade e perenidade.

'=== Violência física === Algumas formas de violência, especialmente a violência física, a agressão propriamente dita, causando danos materiais ou fisiológicos, caracterizam-se pela intensidade comparativamente alta, assim como pela instantaneidade - porém tendo pouca perenidade. Existem inúmeras variações da violência física (ou ainda, sub-variedades), como o estupro, o assassinato brigas de escola e o antigo (e desusado) [[duelo
[editar] Violência psicológica
Manifestação pública em favor dos prisioneiros confinados na base naval dos Estados Unidos na baia de Guantanamo em Cuba depois dos violentos ataques terroristas de 11 de setembro.

A violência psicológica consiste em um comportamento (não-físico) específico por parte do agressor, seja este agressor um indivíduo ou um grupo específico num dado momento ou situação.

Muitas vezes, o tratamento desumano tais como rejeição, depreciação, indiferença, discriminação, desrespeito, punições (exageradas), podem ser consideradas graves tipo de violência. Esta modalidade, muitas vezes não deixa (inicialmente) marcas visíveis no indivíduo, mas podem levar à graves estados psicológicos e emocionais. Muitos destes estados podem se tornar irrecuperáveis em um indivíduo, de qualquer idade.

As crianças são mais expostas à violência psicológica, tendo em vista que dispõem de menos recursos que lhe garantam a proteção. O ambiente familiar e a escola tem sido os locais mais reportados. Pais e parentes próximos podem desencadear uma situação conflituosa que envolva a criança, por exemplo. Na escola, os colegas, professores ou mesmo a instituição escolar como um todo podem ser os causadores de situações de constrangimento.

Os adolescentes também são vítimas da mesma situação por motivos semelhante às crianças.

Mesmo indivíduos adultos podem sofrer as mesmas conseqüências danosas. Um exemplo claro disto são as situações de assédio moral.

Assédio moral é a exposição dos trabalhadores e trabalhadoras a situações humilhantes e constrangedoras, repetitivas e prolongadas durante a jornada de trabalho e no exercício de suas funções. São mais comuns em relações hierárquicas autoritárias e assimétricas, em que predominam condutas negativas, relações desumanas e antiéticas de longa duração, de um ou mais chefes dirigida a um ou mais subordinado(s), desestabilizando a relação da vítima com o ambiente de trabalho e a organização. Em geral, provocam ações humilhantes ao profissional ou o cumprimento de tarefas absurdas e impossíveis de realizar, para gerar a ridicularização pública no ambiente de trabalho e a humilhação do profissional. Pelo assédio moral, busca-se denegrir a imagem do profissional com humilhações e, muitas vezes, mentiras. Aquele que faz o assédio moral pode ter desejo de abuso de poder para se sentir mais forte do que realmente é, ou de humilhar a vítima com exigências absurdas. Alguns inclusive são sádicos e provocam outras violências além da moral. Por ser algo privado, nem sempre a vítima consegue na justiça provar o que sofreu, principalmente porque tem dificuldade de conseguir testemunhas, porque estas preferem se calar a colocar o emprego em risco. Em todo o caso, a situação começa a contar com estudos especializados e a própria Justiça passa no momento sob uma ampla revisão da matéria.
[editar] Violência política
Exemplo de violência política. Monumento em homenagem aos cidadãos mortos no muro de Berlim.

Um pouco diferenciada da violência social é a violência política; esta foi relacionada no passado a atentados e assassinatos, sendo praticamente exclusiva de escalões próximos aos governos. O terrorismo (que deve ser entendido como violência física e política, simultaneamente) contribuiu para "democratizar" a violência política. Assim, essa modalidade é instantânea, por vezes intensa e deve ser obrigatoriamente perene. Uma das formas mais conhecidas de violência política foi o chamado Terror, período revolucionário na França em que a sustentação de um regime se deveu à pura e simples eliminação de todos os suspeitos e a um estado de guerra total (em sua primeira aparição) e pânico de massas. O período nazi-fascista é exemplar em termos de violência de todas as formas, como será discutido em outra seção adiante.

Outra forma de violência política é a imposição de ideologias – de qualquer matizes, tanto de direita quanto de esquerda – a massas, embora haja uma crença geral de que a humanidade esteja mais consciente e menos refém desse tipo de ato político violento. A violência revolucionária pode ser considerada uma variação da política; envolve a ruptura (logicamente instantânea e intensa, e necessariamente perene) de uma situação social, como nos casos específicos da Revolução Russa de 1917 ou da Revolução Francesa de 1789.
[editar] Violência cultural

A violência cultural é pouco conhecida e constitui na substituição de uma cultura por um conjunto de valores importados e forçados. O exemplo clássico é a europeização dos indígenas americanos, principalmente nas regiões onde instalaram-se missões católicas (América do Sul, México). Mais recentemente muitas missões religiosas (essencialmente as cristãs) podem danificar a estrutura de tribos mais primitivas, provocando a longo prazo um esfacelamento de sua identidade cultural. É um tipo de violência intensa, perene e pouco instantânea.
[editar] Violência verbal

Ver artigo principal: violência verbal

Há formas mais individualizadas de violência, como a violência verbal. Normalmente afetam indivíduos em situações especiais, e não raro acompanham-se de violência física.

É uma forma como um ser usa para agredir uma pessoa, com palavras, verbalmente. Usa por exemplo, xingamentos, e palavras que façam o outro ser se sentir inferior.
[editar] Violência contra a mulher
Pintura retratando uma forma de violência contra a mulher: o estupro.

Em todas as sociedades existe a violência contra a mulher. Dados Mundiais da OMS (Organização Mundial da Saúde), e nacionais (Brasil), indicam números impressionantes sobre este tipo de violência. A violência contra a mulher engloba várias formas de violência, inclusive psicológica, não só o estupro. O abuso sexual de meninas no lar ou fora dele, a violência por parte do marido, assédio e intimidações sexuais no local de trabalho ou instituições educacionais, a prostituição forçada, entre outros. No Brasil os assassinatos de mulheres, cometidos por seus companheiros ou mesmo parentes próximos tem também atingindo números impressionantes.[1] A violência contra a mulher é em geral, praticada pelo marido, namorado ou ex-companheiro.
[editar] Violência infantil

Ver artigo principal: Abuso infantil

Trata-se de uma forma cruel de violência pois a vítima é incapaz de se defender. Um exemplo é o abuso sexual de crianças.

A maioria dos casos de abuso sexual de crianças envolve parentes e amigos que se aproveitam principalmente da fragilidade da vítima para satisfazer seus desejos. Uma pessoa que abusa sexualmente de crianças pré-púberes não é necessariamente pedófila.
[editar] Violência Espontânea x Institucional

Há uma grande diferença entre: violência institucional e violência espontânea. A institucional, trabalhada e cuidadosamente adaptada à situação, é empregada por grupos sociais de maneira sancionada, ou pelo menos é tolerada sem grandes problemas; a outra causa é constituída de pequenos atos e provocações (testes), e às vezes causa vergonha e arrependimento quase que imediatamente após cessar. A violência institucional usa-se da propaganda (ou da comunicação social) para vender uma suposta "naturalidade", visando maior aceitação. Ela é típica de guerras, pois nenhuma guerra se sustenta sem a aceitação por parte do povo de uma agressão a outro grupo, agressão que é justificada de maneiras mais engenhosas quanto possível (racismo, "direito natural" a possessões no exterior, revanchismo, etc).
[editar] Violência política

Cabe dar importância especial à violência política, que é estudada há mais tempo e que constitui ponto fundamental de obras como Leviatã (de Thomas Hobbes) ou O Príncipe (de Maquiavel).

O pensamento grego clássico atribui a democracia a situação de maior estabilidade e menor propensão a violência. Heródoto, em seu terceiro livro da História, argumenta que a monarquia estimula o orgulho e a inveja, levando inevitavelmente à violência e a derrubada do governante.

De certa forma, entretanto, mesmo a democracia carrega a violência: acredita-se que a violência é inerente ao Estado, existe em sua gênese e na sua manutenção. O Estado supostamente exerce o monopólio do uso da força e da violência. No entanto, mais do que praticá-las, acredita-se que uma democracia deva limitar ao máximo a prática das violências; ter uma função reguladora. Assim, as leis servem antes como um limite para a situação presente do que uma previsão acurada sobre as possibilidades de conflito social – por isso precisam ser constantemente reformuladas. Paralelamente ao desenvolvimento das leis, o Estado é o único responsável pelas forças de repreensão social, a polícia e a justiça institucional.

Alguns regimes que se desviam desse ideal de democracia mesmo mantendo as bases populares, o que leva a questão: a violência emana das massas? Por vezes, as massas encontram-se descontroladas por uma série de razões.

A Revolução Francesa foi, talvez, o primeiro caso de descontrole de massas, no período de 1793-4 (a República Jacobina). Embora ainda não houvesse uma democracia em sentido estrito após os acontecimentos de 1789, pode-se considerar como uma violência em era democrática o Terror, tanto mais porque não se propunha exatamente expandir o direito de voto e representação, e sim eliminar os inimigos da República e salvaguardar o regime a qualquer custo. O uso da violência revolucionária também esteve presente na Revolução Russa de 1917. O uso da violência, segundo os teóricos russos, seria uma estratégia da vanguarda profissional, disciplinada, para iniciar o regime de liberdade.

As origens históricas da violência revolucionária remontam aos gregos, que diferenciavam claramente a mudança política violenta da não-violenta: era a distinção entre um tirano (ou seja, aquele que usurpa o poder de uma cidade pela violência) e o legislador, ou seja, aquele que recebe a confiança popular para implantar reformas sem a necessidade de violência.
[editar] O fascismo
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preste atençao

"Tudo o que acontece uma vez, pode nunca mais acontecer, mas tudo o que acontece duas vezes, acontecerá certamente uma terceira". (Provérbio árabe)

Recentes pesquisas realizadas em alguns países europeus sugerem que a violência e o assédio psicológico têm afetado uma parte significativa da força de trabalho (Di Martino, 2002a; Leather, 2001; Paoli & Merllié, 2001). O assédio psicológico no trabalho não é um problema exclusivo de determinados países, mas um fenômeno generalizado. No entanto, os dados disponíveis, os estudos realizados e as iniciativas adotadas advêm quase que exclusivamente dos países mais desenvolvidos, basicamente os europeus, Estados Unidos, Canadá, Japão, Austrália e Nova Zelândia, os quais possuem maiores recursos para investimentos em pesquisas desta natureza (Suárez, 2002).

No Brasil, o fenômeno, sob o rótulo assédio moral, vem sendo bastante estudado, sobretudo por juristas, havendo escassez de estudos realizados dentro do campo da saúde mental. Neste último, o debate ganha intensidade a partir do estudo realizado por Barreto (2000) intitulado "Uma Jornada de Humilhações". Posteriormente, o interesse pelo tema ganha força com a publicação do livro da psicanalista francesa Marie France Hirigoyen "Assédio Moral - a violência perversa do cotidiano", em 1998 na França, lançado no Brasil em maio de 2000. O reconhecimento do mobbing2 como uma nova causa de mal-estar e adoecimento no trabalho tem mobilizado pesquisadores da área da saúde mental ocupacional e foi objeto de um seminário especial, que antecedeu a programação do 27� Congresso Internacional de Saúde no Trabalho, ocorrido em Foz do Iguaçu (PR) em 2002.

Nos novos modelos de análise da violência no ambiente de trabalho propostos pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), suas manifestações físicas e psicológicas são igualmente consideradas, tendo sido dada importância aos atos de violência, considerados até o momento como "menos graves", tais como, o amedrontamento, a intimidação ou o assédio psicológico no trabalho. A partir desta proposta, rejeita-se a idéia de que a violência no ambiente de trabalho comporte unicamente fatores pessoais e passa-se a considerá-la como resultante de uma combinação de causas relativas às pessoas, ao meio ambiente, ao ambiente de trabalho e às condições organizacionais e contratuais do trabalho. Assim como às formas de interação entre os próprios trabalhadores, entre os clientes e os trabalhadores e entre estes e empresários (ILO, 2000).

A presença da violência no ambiente de trabalho implica em custos consideráveis para os indivíduos em termos de saúde e em relação a seu emprego e para a organização, dado o impacto causado pelo absenteísmo, baixa na produtividade e rotatividade de pessoal. O combate à violência no trabalho traz benefícios ao indivíduo, à organização e à sociedade como um todo (Hoel, Cooper & Faragher, 2001).

Assim, o recente interesse frente ao problema não parece ser altruísta nem tampouco humanista, mas econômico. Segundo pesquisa realizada pelo Instituto Nacional de Saúde e Segurança Ocupacional (NIOSH, 2003), nos Estados Unidos, o custo total da violência no trabalho foi de US$ 4 milhões, em 1992. No Canadá, as solicitações de indenização apresentadas pelos trabalhadores da área hospitalar aumentaram, desde 1985, em 88%. Na Alemanha, o custo direto da violência psicológica em uma empresa com 1000 trabalhadores aumentou cerca de US$ 112.000/ano (200.000 DM), além dos custos indiretos, orçados em US$ 56.000 (Suárez, 2002).

Segundo Piñuel y Zabala e Cantero (2003), o mobbing no trabalho supõe a mais grave ameaça à saúde dos trabalhadores a ser enfrentada neste século. Além de graves seqüelas que podem levar a outros problemas relacionados à saúde ocupacional, o mobbing tem afetado significativamente a saúde mental e física da população ativa e, também, a saúde organizacional.

nova violencia virtual

Novo tipo de violência atormenta mundo dos videogames online

julho 9, 2007 por Ana

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Um novo tipo de violência na Internet conhecido pela expressão em inglês “griefer” está superando outras formas de agressão na Web e no mundo jogos online, afirma um pesquisador da área de saúde.

Diferente de ataques pela Internet que ocorrem via mensagens instantâneas e celulares, os griefers promovem atos de agressão via jogos online, atacando suas vítimas ou atormentando outros jogadores nos games.

“Os griefers fazem emboscadas contra suas vítimas e as atacam pelos jogos”, disse a doutora Sally Black, professora assistente da área de serviços de saúde da Universidade Saint Joseph, na Filadélfia.

“Eles promovem sofrimento, humilhação e depreciação”, acrescentou a pesquisadora.

Os mundo dos jogos online multiplayer tornou-se imensamente popular, com jogadores disputando em games como World of Warcraft, RuneScape e Everquest.

“Eu pessoalmente acredito que esses são jogos viciantes porque os jovens passam muitas horas por dia neles, colocando suas vidas basicamente em função de jogos como World of Warcraft e Warhammer”, disse Black. “Eles têm forte conteúdo de natureza violenta e muita sexualidade”, acrescentou.

A Associação Americana de Medicina anunciou no mês passado que muitos classificam o uso de videogames como um comportamento viciante. A entidade acabou minimizando a questão, mas pediu mais pesquisas sobre os efeitos dos videogames e do uso da Internet sobre as pessoas.

Estudos anteriores não vincularam diretamente a exposição de crianças à mídia violenta com aumento de agressividade e mal comportamento delas.

A pesquisa de Black sobre crianças e agressões inclui um estudo de caso, atualmente sendo avaliado, de um menino de 12 anos cujo comportamento mudou depois que passou a jogar videogames multiplayer pela Internet, categoria conhecida pela sigla em inglês MMORPG.

Ela afirma que testemunhou mudanças em seus estudantes, seus filhos e amigos delesm e acredita que a indústria de games deveria começar a controlar suas atividades em relação às crianças, como acontece atualmente com produtos de tabaco e álcool.

“É como um pai tentando lutar contra o cigarro e o álcool. É muito difícil (se livrar do vício)”, disse a pesquisadora.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

bullings em açao

que feio e um bulling bancando o forte , e na verdade sendo um fraco . mandem frazes mais originas nao aquento falta de criatividade
19/05/2010 15h58 - Atualizado em 19/05/2010 16h14
Juiz de MG condena estudante a indenizar colega por bullying
Pais de adolescente terão de pagar R$ 8 mil.
Cabe recurso da decisão de primeira instância.

Do G1, em São Paulo
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O juiz Luiz Artur Rocha Hilário, da 27ª Vara Cível de Belo Horizonte, condenou um estudante de 7ª série a indenizar uma colega de classe em R$ 8 mil pela prática de bullying, segundo informações do Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Cabe recurso da decisão.

De acordo com o processo, a estudante ganhou apelidos e começou a ouvir insinuações do colega logo no início do convívio escolar. A menina disse ainda que as “incursões inconvenientes” passaram a ser mais frequentes com o passar do tempo. Segundo a decisão, os pais da garota chegaram a conversar na escola, mas não obtiveram resultados satisfatórios.
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Além de indenização por danos morais, a estudante pediu a prestação, pela escola, de uma orientação pedagógica ao adolescente, o que o juiz considerou desnecessário. “O exercício do poder familiar, do qual decorre a obrigação de educar, segundo o artigo 1.634, inciso I, do Código Civil, é atribuição dos pais ou tutores”, disse na decisão.

Ainda de acordo com o processo, o representante do colégio declarou que todas as medidas consideradas pedagogicamente essenciais foram providenciadas.

No processo, os responsáveis pelo estudante disseram que brincadeiras entre jovens não podem ser confundidas com a prática do bullying e afirmaram que o adolescente, após o ajuizamento da ação, começou a ser chamado de “réu” e “processado”, com a pior conotação possível.

Pelas provas, o juiz considerou comprovada a existência do bullying. “O dano moral decorreu diretamente das atitudes inconvenientes do menor estudante, no intento de desprestigiar a estudante no ambiente colegial, com potencialidade de alcançar até mesmo o ambiente extra-colegial”, disse na decisão.

Analisando as atitudes do estudante, o juiz destacou que, apesar de ser um adolescente e estar na fase de formação física e moral, há um limite que não deve ser excedido.

Para ele, as atitudes do estudante “parecem não ter limite”, considerando que, mesmo após ser repreendido na escola, prosseguiu em suas atitudes inconvenientes com a estudante e com outras colegas.

“As brincadeiras de mau gosto do estudante, se assim podemos chamar, geraram problemas à colega e, consequentemente, seus pais devem ser responsabilizados, nos termos da lei civil”, concluiu o juiz
Ação anti-bullying em Olinda PDF Imprimir E-mail
Publicado por Taiza Brito Ter, 27 de Abril de 2010 16:23

Envolver toda comunidade dentro e fora da escola numa ação anti-bullying. Esse é um dos principais objetivos da mobilização realizada pela Escola Municipal Dona Brites de Albuquerque que acontece nesta quarta-feira (28), a partir das 15h, na Praça do Carmo, em Olinda.

Durante toda a tarde serão realizadas palestras, formação de grupos de estudo, aulas interdisciplinares atividades de teatro, dança, música, confecção de cartazes e painel interativo, entre outros.

De acordo com a diretora da escola, Carla Layme, o tema foi trabalhado com todas as turmas da escola, da Educação Infantil a Jovens e Adultos. “Estamos levando a discussão para além dos muros da escola para conscientizar a sociedade sobre os efeitos do bullying na vida das pessoas e inibir as atitudes de violência”, acrescenta.

O projeto pretende ainda promover identificação no meio escolar das diferentes expressões do bullying, que passam despercebidas no cotidiano da sala de aula, possibilitar a escuta e a abertura ao diálogo sobre as questões que envolvem o bullying e refletir sobre os efeitos nas vítimas que sofreram direta e indiretamente sua influência

sexta-feira, 11 de junho de 2010

terça-feira, 8 de junho de 2010

leis contra os bullings em porto alegre

l-social | 26/02/2010 10h33min
Câmara Municipal de Porto Alegre cria lei contra bullying
Comunicação Portal Social

Prevenir a humilhação e a violência entre colegas de escola é o principal objetivo de um projeto de lei aprovado ontem por unanimidade na Câmara Municipal da Capital.

De autoria do vereador Mauro Zacher (PDT), a proposta é combater o bullying com políticas permanentes nas escolas de Porto Alegre.

Para acabar com ações como disseminação de fofoca, boatos e agressões físicas e psicológicas – atitudes consideradas bullying pelo projeto –, o texto prevê o desenvolvimento de planos locais para a prevenção e o combate às práticas nas escolas com a capacitação de docentes e equipes pedagógicas para o diagnóstico do problema.

“O objetivo é que o município invista em ações que ajudem a acabar com uma cultura escolar que permite essas ações. Uma das consequências dessas práticas é a queda no desempenho do aluno, evasão escolar e, muitas vezes, até tentativa de suicídio da vítima”, afirma Zacher.

Um levantamento feito em Porto Alegre, na Escola Estadual Odila Gay, pelo especialista Marcos Rolim, concluiu que 47% dos jovens, alunos do Ensino Fundamental, foram vítimas de bullying.

O que diz
- Práticas como ameaças e agressões físicas como bater e socar, submissão do outro, pela força, à condição humilhante, destruição proposital de bens alheios, insultos ou atribuição de apelidos vergonhosos ou humilhantes, comentários racistas, homofóbicos ou intolerantes quanto às diferenças econômico-sociais, físicas, culturais, morais e religiosas são alguns exemplos.

domingo, 6 de junho de 2010

prevençao ao bulling

municipal de prevenção ao bullying
publicado 13/05/2010 às 17:17 - Atualizado em 13/05/2010 às 18:10

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Novo Hamburgo conta com lei municipal de prevenção ao bullying thumbnail

A atitude que na maioria dos casos se dá em ambiente escolar, ganhou lei de combate e prevenção desde 2009, já que pode ter a conotação de crime de tortura e preconceito

Da Redação redacao@novohamburgo.org (Siga no Twitter)

Através de projeto encaminhado pelo vereador hamburguense Raul Cassel, desde 2009 o município de Novo Hamburgo possui lei municipal de prevenção e combate a prática discriminatória “bullying” nas escolas da cidade.

De acordo com a justificativa do Projeto de Lei “a prática do bullying – que frequentemente ocorre por meio da atribuição de apelidos, de comentários pejorativos sobre peso, altura, cor da pele, tipo de cabelo, gosto musical, etc. e da humilhação – é uma forma de agressão que afeta a alma das pessoas, provoca fissuras e sequelas emocionais que podem durar por toda a vida”.

Leia Mais

Garoto vítima de bullying foi morto em ponto de ônibus na capital gaúcha

Em 2007, a Coluna Ferro Velho já explicava os perigos do bullying

Entre as explicações do PL sobre dos danos causados pela prática, o bullying configura uma forma de agressão que afeta a dignidade da pessoa e pode até mesmo ter a conotação de crime de tortura ou caracterizar preconceito.

SUBSTITUTIVO PROJETO-DE-LEI 89/15L/2009:
Dispõe sobre a inclusão de medidas de conscientização, prevenção e combate ao “bullying” escolar no projeto pedagógico elaborado pelas instituições de ensino públicas e particulares no município de Novo Hamburgo, e dá outras providências.

O PREFEITO MUNICIPAL DE NOVO HAMBURGO:
Faço saber que o Poder Legislativo Municipal aprovou e eu sanciono e promulgo a seguinte Lei:
Art. 1º Às instituições de ensino públicas e particulares do Município de Novo Hamburgo, é recomendado incluir em seu projeto pedagógico medidas de conscientização, prevenção e combate ao “bullying” escolar.
Art. 2º Para os efeitos desta Lei, considera-se “bullying” qualquer prática de violência física ou psicológica, intencional e repetitiva, entre pares, que ocorra sem motivação evidente, praticada por um indivíduo ou grupo de indivíduos, contra uma ou mais pessoas, com o objetivo de intimidar, agredir fisicamente, humilhar, ou ambos, causando dor e angústia à vítima, em uma relação de desequilíbrio de poder entre as partes envolvidas. Parágrafo único. Constituem práticas de “bullying”, sempre que repetidas:
I. ameaças e agressões físicas como bater, socar, chutar, agarrar, empurrar;
II. submissão do outro, pela força, à condição humilhante;
III. furto, roubo, vandalismo e destruição proposital de bens alheios;
IV. extorção e obtenção forçada de favores sexuais;
V. insultos ou atribuição de apelidos vergonhosos ou humilhantes;
VI. comentários racistas, homofóbicos ou intolerantes quanto às diferenças econômico-sociais, físicas, culturais, políticas, morais, religiosas, entre outras;
VII. exclusão ou isolamento proposital do outro, pela “fofoca” e disseminação de boatos ou de informações que deponham contra a honra e a boa imagem das pessoas;
VIII. envio de mensagens, fotos ou vídeos por meio de computador, celular ou assemelhado, bem como sua postagem em “blogs” ou “sites”, cujo conteúdo resulte em sofrimento psicológico de outrem (método conhecido como “cyberbullying”).
Art. 3º No âmbito de cada instituição a que se refere esta Lei, as medidas “antibullying” terão como objetivo:
I. reduzir a prática de violência dentro e fora das instituições de que trata esta Lei e melhorar o desempenho escolar;
II. promover a cidadania, a capacidade empática e o respeito aos demais;
III. disseminar o conhecimento sobre o fenômeno “bullying” nos meios de comunicação e nas instituições de que trata esta Lei, entre os responsáveis legais pelas crianças e adolescentes nelas matriculados;
IV. identificar concretamente, em cada instituição de que trata esta Lei, a incidência e a natureza das práticas de “bullying”;
V. desenvolver planos locais para a prevenção e o combate às práticas de “bullying” nas instituições de que trata esta Lei;
VI. capacitar os docentes e as equipes pedagógicas para o diagnóstico do “bullying” e para o desenvolvimento de abordagens específicas de caráter preventivo;
VII. orientar as vítimas de “bullying” e seus familiares, oferecendo-lhes os necessários apoios técnico e psicológico, de modo a garantir a recuperação da autoestima das vítimas e a minimização dos eventuais prejuízos em seu desenvolvimento escolar;
VIII. orientar os agressores e seus familiares, à partir de levantamentos específicos, caso a caso, sobre os valores, as condições e a experiências prévias – dentro e fora das instituições de que trata esta Lei – correlacionadas à prática do “bullying”, de modo a conscientizá-los a respeito das consequências de seus atos e a garantir o compromisso dos agressores, com um convívio respeitoso e solidário com seus pares;
IX. evitar tanto o quanto possível a punição dos agressores, privilegiando mecanismos alternativos como, por exemplo, os “círculos restaurativos”, a fim de promover sua efetiva responsabilização e mudança de comportamento;
X. envolver as famílias no processo de percepção, acompanhamento e formulação de soluções concretas;
XI. incluir no regimento as medidas “antibullying” mais adequada ao âmbito de cada instituição.
Art. 4º Às intituições a que se refere esta Lei, é recomendado que mantenham histórico próprio das ocorrências de “bullying” em suas dependências devidamente atualizado.
Parágrafo único. É recomendado que as ocorrências registradas sejam descritas em relatórios detalhados, contendo as providências tomadas em cada caso e os resultados alcançados. Art. 5º Ao Executivo Municipal caberá a regulamentação desta Lei, onde serão estabelecidas as ações a serem desenvolvidas e os prazos a serem observados para a execução das medidas “antibullying”, respeitando as medidas protetivas estabelecidas no Estatuto da Criança e do Adolescente.
Art. 6º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
GABINETE DO PREFEITO MUNICIPAL DE NOVO HAMBURGO

JUSTIFICATIVA
Senhor Presidente
Senhora Vereadora e
Senhores Vereadores:
O termo bullying é de origem inglesa e significa tiranizar, ameaçar, oprimir, amedrontar e intimidar. O bullying consiste na prática de atos de violência física e/ou psicológica, de modo intencional e repetitivo, exercida por indivíduo ou grupos de indivíduos, contra uma ou mais pessoas, com o objetivo de intimidar, agredir, causar dor, angústia ou humilhação à vítima. Para que seja caracterizado o bullying, é necessária a prática de agressões intencionais repetidas, o que, infelizmente, já se tornou comum entre os adolescentes, fazendo com que o problema seja discutido com maior intensidade ante o aumento da violência escolar.


O bullying configura uma forma de agressão que afeta a dignidade da pessoa e pode até mesmo ter a conotação de crime de tortura ou caracterizar preconceito. A preocupação com o bullying não é um acontecimento local, mas global, como uma epidemia que cresce e se espalha no ambientes escolares. No dizer das pesquisadoras Rosário Ortega-Ruiz e Rosário Del Rey, professoras e pesquisadoras do Departamento de Psicologia da Universidade de Sevilha, um tipo de vinculação interpessoal claramente perverso, em que uma pessoa é dominante e outra é dominada, uma controla e a outra é controlada; uma exerce poder tirano, enquanto outra deve submeter-se a regras com as quais não concorda e que claramente a prejudicam. Estima-se que 35% (trinta e cinco por cento) das crianças em idade escolar estão envolvidas em alguma forma de agressão e de violência no ambiente escolar. Pesquisas realizadas dão conta de que em Portugal, por exemplo, um em cada cinco alunos já foi vítima deste tipo de agressão.


Na Espanha, o nível de incidência do bullying chega a 20% (vinte por cento) entre estudantes e, na Grã Bretanha, 37% (trinta e sete por cento) dos alunos do ensino fundamental admitiram ter sido vítimas de bullying ao menos uma vez por semana. É importante a conscientização de que se trata de um assunto da maior gravidade, podendo, não raro, culminar na morte de alunos e demais pessoas presentes no ambiente escolar. Nos EUA, há registro de vários episódios, podendo-se citar a ocorrência no Estado do Colorado em que dois adolescentes, vítimas de constantes humilhações praticadas por colegas, em um repentino ataque com arma de fogo, mataram treze pessoas, deixaram dezenas de feridos e suicidaram-se. Em São Paulo, no ano de 2004, um aluno de uma escola de Taiúva, de dezoito anos, feriu oito pessoas com disparos de um revólver calibre 38, suicidando-se em seguida. O jovem era obeso e, por isso, vítima constante de apelidos humilhantes e alvo de gargalhadas e sussurros nos corredores. Ainda em setembro de 2006, no CEU Vila Rubi – Grajaú, um jovem de 16 anos foi espancado até a morte por colegas na saída da escola.


A prática do bullying – que frequentemente ocorre por meio da atribuição de apelidos, de comentários pejorativos sobre peso, altura, cor da pele, tipo de cabelo, gosto musical, etc. e da humilhação – é uma forma de agressão que afeta a alma das pessoas, provoca fissuras e sequelas emocionais que podem durar por toda a vida. Além disso, também são consequências do bullying; (I) a redução do rendimento e até mesmo a evasão escolar, por medo das agressões; (II) a geração de um clima de instabilidade, insegurança e angústia no ambiente escolar; e (III) a facilitação para que os agressores, no futuro, insistam em seus comportamentos violentos, caminhando, muitas vezes, para a criminalidade. O bullying é uma violência que cresce com a cumplicidade de alguns, com a tolerância de outros e com a omissão de muitos. Todos os envolvidos no processo necessitam de atenção e tratamento: as vítimas, para que recuperem sua auto-estima e não sofram prejuízos em seu desenvolvimento escolar; os agressores, para que sejam identificados os motivos de seu comportamento e se convertam em pessoas aptas ao convívio em uma sociedade sadia; os professores, para que consigam efetivar o processo de ensino e aprendizado, em ambiente saudável e com o respeito que lhes é devido ; e, por fim, os alunos, que mesmo quando não são vítimas diretas do bullying, assistem aos atos de agressão e com isso também sofrem, pois sentem-se em um ambiente inseguro, onde impera a injustiça, sem falar na possibilidade de serem alvo da revolta das vítimas das agressões, pois, de acordo com estudiosos do assunto, quando uma vítima se revolta de maneira violenta, ela dirige sua ação indistintamente a qualquer pessoa do ambiente escolar e não apenas aos seus agressores. O bullying é uma manifestação dessa rejeição de ordem social que príva o indivíduo, tachado como diferente e inferior, de sua dignidade e de seu direito de participar e de existir. Consequentemente, nega-se a essa pessoa sua necessidade e desejo de fazer parte, de ser importante e valioso para o grupo. Quando esse direito é arrancado de alguém, não basta uma lei para impô-lo à força.

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obsrevar o comportamento do seu filho e como o bulling age

Be-a-Bá do bullying*



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O que é:


Bullying é um conjunto de comportamentos agressivos, intencionais e repetitivos que são adotados por um ou mais alunos contra outros colegas, sem motivação evidente. Em princípio, pode parecer uma simples brincadeira, mas não deve ser visto desta forma. A agressão moral, verbal e até corporal sofrida pelos alunos provoca dor, angústia e sofrimento na vítima da "brincadeira", que pode entrar em depressão.



As principais formas de maus-tratos:



* Físico (bater, chutar, beliscar).
* Verbal (apelidar, xingar, zoar).
* Moral (difamar, caluniar, discriminar).
* Sexual (abusar, assediar, insinuar).
* Psicológico (intimidar, ameaçar, perseguir).
* Material (furtar, roubar, destroçar pertences).
* Virtual (zoar, discriminar, difamar, por meio da internet e celular).
* Sinais de que seu filho é vítima bullying
* Apresenta com freqüência desculpas para faltar às aulas ou indisposições como dores de cabeça, de estômago, diarréias, vômitos antes de ir à escola.
* Pede para mudar de sala ou de escola, sem apresentar movitos convincentes
* Apresenta desmotivação com os estudos, queda do rendimento escolar e dificuldades de concentração e aprendizagem.
* Volta da escola irritado ou triste, machucado, com as roupas ou materiais sujos ou danificados.
* Apresenta aspecto contrariado, deprimido, aflito, ou tem medo de voltar sozinho da escola.
* Possui dificuldades de relacionar-se com os colegas e fazer amizades.
* Vive isolado em seu mundo e não querer contato com outras pessoas que não façam parte da família.





O que fazer se o seu filho é vítima



bully2* Observe qualquer mudança no comportamento.
* Estimule para que fale sobre o seu dia-a-dia na escola.
* Não culpe a criança pela vitimização sofrida.
* Transforme o seu lar num local de refúgio e segurança.
* Ajude a criança a expressar-se com segurança e confiança.
* Valorize os aspectos positivos da criança e converse sobre suas dificuldades pessoais e escolares.
* Procure ajuda psicológica e de profissionais especializados.
* Sinais de que seu filho pratica bullying.
* Apresenta distanciamento e falta de adaptação aos objetivos escolares.
* Volta da escola com ar de superioridade, exteriorizando ou tentando impor sua autoridade sobre alguém.
* Apresenta aspecto e/ou atitudes irritadiças, mostrando-se intolerante frente a qualquer situação ou aos diferentes aspectos das pessoas.
* Costuma resolver seus problemas, valendo-se da sua força física e/ou psicológica.
* Apresenta atitude hostil, desafiante e agressiva com os irmãos e pais, podendo chegar a ponto de atemorizá-los sem levar em conta a idade ou a diferença de força física.
* Porta objetos ou dinheiro sem justificar sua origem.
* Apresenta habilidades em sair-se de "situações difíceis".


O que fazer se o seu filho pratica bullying



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* Observe atentamente o comportamento e os sentimentos expressos pela criança.
* Mantenha tranqüilidade e calma. Converse, objetivando encontrar os motivos que o levam a agir desta maneira.
* Reflita sobre o modelo educativo que você está oferecendo ao seu filho.
* Evite bater ou aplicar castigos demasiadamente severos. Isso só poderá promover raiva e ressentimentos. Procure profissionais que possam auxiliá-lo a lidar com esse tipo de comportamento.
* Dê segurança e amor.
* Incentive a mudança de atitudes. Um bom começo é pedir desculpas e deixar a vítima em paz.
* Não ignore o fato ou ache desculpas para as suas atitudes. Lembre-se que com o tempo esse comportamento pode conduzir a uma vida delituosa e infeliz.
* Procure a direção da escola ou ajuda de um conselho tutelar.
* Participe de projetos solidários propostos pela escola e incentive seu filho a participar.

os efeitos do bullyng

precisam de maior compreensão
2006-05-22
Natacha Palma

Casos de "bullying" continuado já levaram à morte de jovens em Portugal. Quem o afirma é Beatriz Pereira, professora e investigadora do Instituto de Estudos da Criança da Universidade do Minho, que adianta que um desses casos ocorreu ainda este ano, embora, tal como outros, não tenha sido assumido como tal, ou seja, um caso extremo de abuso sistemático de poder e de intimidação. Segundo aquela investigadora, os casos registados em Portugal são, no entanto, pontuais.

Basicamente, o "bullying", expressão inglesa com difícil tradução para português, consiste, segundo Alexandre Ventura, do departamento de Ciências da Educação da Universidade de Aveiro, "na violência física e/ou psicológica consciente e intencional exercida por um indivíduo ou um grupo sobre outro indivíduo, ou grupo, incapaz de se defender e que, em consequência de tal agressão, fica intimidado, podendo ver afectadas as respectivas segurança, auto-estima e personalidade".

Gozar, chamar nomes, ameaçar, empurrar, humilhar, excluir de brincadeiras e jogos são actos de todos os dias, que acontecem "desde sempre, desde que há crianças". E a isto se chama "bullying". Algo que muitas vezes é considerado pelos adultos como "saudável" e "uma boa forma de aprender a viver e a defender-se" e que pode deixar marcas para toda a vida.

Segundo Alexandre Ventura, o "bullying" pode marcar a personalidade de uma pessoa para sempre ao torná-la débil na capacidade de comunicação, ao torná-la incapaz de se afirmar em termos sociais, profissionais e amorosos.

As vítimas de "bullying" tornam-se muitas vezes pessoas tão frágeis que chegam mesmo a tentar o suicídio.

E o pior é que, ainda segundo aquele pedagogo, quando as vítimas procuram denunciar as situações em que vivem, "são mal recebidas, acabando por ser também vítimas de incompreensão".

Num seminário dedicado ao tema "Bullying - intimidação nas escolas", realizado pelo Centro Social de Paramos, no âmbito do projecto "Aprender em movimento", na Escola Secundária Dr. Manuel Laranjeira, em Espinho, Alexandre Ventura e Beatriz Pereira alertaram para a necessidade cada vez mais premente de despertar as consciências de todos para o fenómeno e as suas consequências.

Beatriz Pereira salientou a importância de existir nas escolas um espaço, um gabinete, aonde os jovens, vítimas ou simples testemunhas, possam ir denunciar aquilo que viveram ou viram acontecer. "Normalmente, as vítimas sofrem em silêncio. Sentem-se ridículas e até culpadas pelo facto de serem vítimas. Os órgãos de gestão, os professores, os auxiliares de acção educativa e os pais têm de assumir as suas responsabilidades, deixarem de aceitar como normal o que é aberrante e injustificado e agir", concluiu Alexandre Ventura.

Os predicados de uma potencial vítima

Ser recém-chegado a uma escola e ter ali poucos amigos íntimos é uma das características de muitas das vítimas. Ser tímido, viver num meio familiar superprotector, pertencer a um grupo racial ou étnico diferente da maioria, possuir uma diferença óbvia (como ser muito gordo ou muito magro, coxear, gaguejar), ter necessidades educativas especiais ou deficiência ou pelo simples facto de comportar-se de forma considerada imprópria, ser maçador ou intrometido são factores que fazem de um jovem uma potencial vítima.

Efeitos ou indícios de possível "bullying"

Os efeitos do "bullying" são vários. Baixa auto-estima, medo, pesadelos, rejeição da escola, insegurança, ansiedade, dificuldade de relacionamento interpessoal, dificuldade de concentração, diminuição do rendimento escolar, dores de cabeça ou de estômago, mudanças repentinas de humor, vómitos, urinar na cama, falta de apetite, choro, insónia, aumento de pedido de dinheiro e até roubos em casa e surgimento de objectos estragados ou desaparecidos sem que seja dada uma explicação para tal.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

nos tempos de hoje

hoje em dia nos adultos criamos muitas espectativas em torno das novas geraçoes mas nao pensamos que temos nossa parcela de culpa ,com o cuidado com nossos filhos com a educaçao e como devemos respitar as pessoas nao devemos ter nenhum tipo de preconceito distimçao de cor ou gredo , nen devemos fazer justiça com as proprias maos , devemos sim procurar entender e aceitar cada pessoa como ela e. o que vimos nos noticiarios do mes de maio sobre a morte de um menino que foi por muito tempo a chacota dos seus colegas nos noticiarios regionais do nosso estado. sei que para fazer parte de um grupo muitas vezes acabamos imitando atitudes selvagens ,mas fim aos tempos barbaros paz e amor como ja dizia jhom lenon e ioco, devemos e tentar tirar nossas conclusoes com bases mais maduras e nao com selvageria . vamos pensar e refletir

Na atualidade, um dos temas que vem despertando cada vez mais, o interesse de profissionais das áreas de educação e saúde, em todo o mundo, é sem dúvida, o do bullying escolar. Termo encontrado na literatura psicológica anglo-saxônica, que conceitua os comportamentos agressivos e anti-sociais, em estudos sobre o problema da violência escolar.

Sem termo equivalente na língua portuguesa, define-se universalmente como “um conjunto de atitudes agressivas, intencionais e repetitivas, adotado por um ou mais alunos contra outro(s), causando dor, angústia e sofrimento”. Insultos, intimidações, apelidos cruéis e constrangedores, gozações que magoam profundamente, acusações injustas, atuação de grupos que hostilizam, ridicularizam e infernizam a vida de outros alunos, levando-os à exclusão, além de danos físicos, psíquicos, morais e materiais, são algumas das manifestações do comportamento bullying.

buliing

vou comentar sobre os bulings esta semana e mostrar um pouco como e grave a sociedade esta pratica entre as pessoas que sequem esta nova tendencia ecomo a sociedade precisa combater